
sexta-feira, 29 de abril de 2011
CONFRADES NA FESTIPOALITERÁRIA
Pessoal,
na última quinta iniciou-se a 4ª FESTPOALITERÁRIA: Festa Literária de Porto Alegre, cujas atividades se estendem até 08/05
Alguns confrades estão presentes em alguns eventos. Agendem-se:
DIA 03/05
ÀS 18H30MIN - NA LETRAS E CIA - MESA: ADAPTAÇÕES DE OBRAS CLÁSSICAS E A FORMAÇÃO DE NOVOS LEITORES, com a presença de CAIO RITER
ÀS 21H - NA MATITA PERÊ BAR - MESA: CRÔNICA, OFICINAS DE CRÔNICA E SARAU SANTA SEDE, com a presença de SERGIO NAPP
DIA 04/05
19H - NA CCMQ - MESA - LITERATURA NAS HQS, com a presença de CLAUDIO LEVITAN
DIA 07/05
15H - NA BAMBOLETRAS - FESTINHA CIDADE POEMA, com a presença de MARÔ BARBIERI
na última quinta iniciou-se a 4ª FESTPOALITERÁRIA: Festa Literária de Porto Alegre, cujas atividades se estendem até 08/05
Alguns confrades estão presentes em alguns eventos. Agendem-se:
DIA 03/05
ÀS 18H30MIN - NA LETRAS E CIA - MESA: ADAPTAÇÕES DE OBRAS CLÁSSICAS E A FORMAÇÃO DE NOVOS LEITORES, com a presença de CAIO RITER
ÀS 21H - NA MATITA PERÊ BAR - MESA: CRÔNICA, OFICINAS DE CRÔNICA E SARAU SANTA SEDE, com a presença de SERGIO NAPP
DIA 04/05
19H - NA CCMQ - MESA - LITERATURA NAS HQS, com a presença de CLAUDIO LEVITAN
DIA 07/05
15H - NA BAMBOLETRAS - FESTINHA CIDADE POEMA, com a presença de MARÔ BARBIERI
segunda-feira, 25 de abril de 2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
LIVRAÇO!!!
A Reinações é uma das insituições apoiadoras do LIVRAÇO! Por uma política de leitura em nossa cidade!
domingo, 27 de março de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
terça-feira, 22 de março de 2011
sexta-feira, 4 de março de 2011
Scliar e os confrades II
O fato é um: a Literatura perde com a saída de cena de Moacyr Scliar, mas mais que a Literatura a vida perde um homem. Homem no sentido mais amplo que a noção de humanidade possa nos proporcionar.
Agora, ficam suas palavras, suas histórias. História que não optaram por um público específico. Escreveu para todos: crianças, adolescentes, adultos. Sabedor que aquele que conta histórias conta-as para o mundo, para todo mundo, e elas vão sempre encontrar lugar no coração de gente que ame as palavras. Como eu. Como talvez você que me lê.
Caio Riter, escritor
Como viver para sempre, Moacyr Scliar?
Justo agora, quando na Reinações escolhemos ler Como viver para sempre, tu te foste. Para onde? Talvez para uma maravilhosa biblioteca, repleta de arquivos akássicos contendo os tesouros da humanidade para te entreteres agora, na imortalidade de nossas lembranças e afetos.
PS: Eu, por aqui, estou (re)lendo os teus (nossos) Mistérios de Porto Alegre, que me deste nos idos de 1975.
Zilá Mesquita, escritora
Agora, ficam suas palavras, suas histórias. História que não optaram por um público específico. Escreveu para todos: crianças, adolescentes, adultos. Sabedor que aquele que conta histórias conta-as para o mundo, para todo mundo, e elas vão sempre encontrar lugar no coração de gente que ame as palavras. Como eu. Como talvez você que me lê.
Caio Riter, escritor
Como viver para sempre, Moacyr Scliar?
Justo agora, quando na Reinações escolhemos ler Como viver para sempre, tu te foste. Para onde? Talvez para uma maravilhosa biblioteca, repleta de arquivos akássicos contendo os tesouros da humanidade para te entreteres agora, na imortalidade de nossas lembranças e afetos.
PS: Eu, por aqui, estou (re)lendo os teus (nossos) Mistérios de Porto Alegre, que me deste nos idos de 1975.
Zilá Mesquita, escritora
quarta-feira, 2 de março de 2011
terça-feira, 1 de março de 2011
Scliar e os confrades I
Apesar de ler muita literatura fantástica na minha adolescência lembro-me perfeitamente da fascinação com a qual li O centauro no jardim, de Moacyr Scliar. Com Scliar senti que o inusitado da vida poderia a qualquer momento dobrar a esquina e me atingir de cheio, me deixando enebriado pelo seu realismo tão fantástico e tão próximo.
Christian David, escritor
Em uma de suas últimas crônicas escrita para Zero Hora, Scliar fez um convite para que não perdêssemos a exposição sobre o bairro Bom Fim, que está no Museu da UFRGS. Pensando nele, eu fui até lá, no mesmo dia em que peguei, na Letras e Cia, os livros de março e abril da Confraria. Adorei a exposição, claro! Ele veio a falecer logo depois e pensei... que bom que ele curtiu a mostra, que bom que a mostra foi feita, enfim... Há bairros especiais, há escritores realmente imortais... e... ... que bom fazer tudo como se não existisse amanhã.... é bem óbvio e lugar comum, mas tão verdadeiro...
Valéria Hennigen, engenheira e administradora
Gostaria de estar escrevendo agora para o Moacyr Scliar, porque isso signifcaria que ele ainda não morreu. Porque o Scliar não podia morrer, tínhamos tanto que aprender com ele, tanto para lhe perguntar, tanto o que ouvir.
Ele clareava nossas idéias, generosamente, distribuia seu conhecimento. Suas falas eram certeiras, vagavam na universalidade das informações e caíam como luva nas nossas dúvidas, sem nunca nos deixar no etéreo mundo do invisível e do intangível.
Ele esclarecia e encantava, percorrendo com sua fala mansa bibliotecas e personagens. Talvez pela sua prática de médico, porque o Scliar, pasmem, não bastasse a sua escrita, tinha o dom da cura! quando falava de literatura, era o mesmo médico doce, daqueles raros espécimes dos grandes médicos, que sempre tem o placebo para a nossa dor e para a nossa curiosidade.
Eu queria estar escrevendo agora para ele, só pra dizer que estou sentindo muito a sua falta!
Cláudio Levitan, escritor
Christian David, escritor
Em uma de suas últimas crônicas escrita para Zero Hora, Scliar fez um convite para que não perdêssemos a exposição sobre o bairro Bom Fim, que está no Museu da UFRGS. Pensando nele, eu fui até lá, no mesmo dia em que peguei, na Letras e Cia, os livros de março e abril da Confraria. Adorei a exposição, claro! Ele veio a falecer logo depois e pensei... que bom que ele curtiu a mostra, que bom que a mostra foi feita, enfim... Há bairros especiais, há escritores realmente imortais... e... ... que bom fazer tudo como se não existisse amanhã.... é bem óbvio e lugar comum, mas tão verdadeiro...
Valéria Hennigen, engenheira e administradora
Gostaria de estar escrevendo agora para o Moacyr Scliar, porque isso signifcaria que ele ainda não morreu. Porque o Scliar não podia morrer, tínhamos tanto que aprender com ele, tanto para lhe perguntar, tanto o que ouvir.
Ele clareava nossas idéias, generosamente, distribuia seu conhecimento. Suas falas eram certeiras, vagavam na universalidade das informações e caíam como luva nas nossas dúvidas, sem nunca nos deixar no etéreo mundo do invisível e do intangível.
Ele esclarecia e encantava, percorrendo com sua fala mansa bibliotecas e personagens. Talvez pela sua prática de médico, porque o Scliar, pasmem, não bastasse a sua escrita, tinha o dom da cura! quando falava de literatura, era o mesmo médico doce, daqueles raros espécimes dos grandes médicos, que sempre tem o placebo para a nossa dor e para a nossa curiosidade.
Eu queria estar escrevendo agora para ele, só pra dizer que estou sentindo muito a sua falta!
Cláudio Levitan, escritor
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Scliar para além das palavras...
Morreu Moacyr Scliar!Ontem, uma das tantas vozes da literatura calou-se, todavia suas histórias seguirão ecoando no dentro de tantas crianças, e jovens, e adultos que aprenderam a viajar pela imaginação que a fantasia do imortal gaúcho ousava urdir.
A literatura infantojuvenil também tem motivo para tristeza, afinal Scliar — entre os escritores ditos consagrados, premiados, traduzidos, grandes — com certeza é o que mais dedicou seu tempo de escrita para os pequenos.
Morreu Scliar!
Seus personagens, no entanto, seguirão acalentando sonhos de tantos meninos e meninas por esse Brasil afora. Afinal, o homem humilde jamais sumiu nas teias do narrador. Tava lá, sempre ponte a estender-se a qualquer leitor que por ele cruzasse.
Morreu!
Morreu Moacyr Scliar. O eco de tantos livros porém seguirá agitando sentimentos. E fica para nós o riso moleque de menino ao abrir um livro cheio de tudo!
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Evento sobre contação de histórias
SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA - BIBLIOTECA LUCÍLIA MINSSEN
Programação de Março :
EVENTO comemorativo ao Dia do Contador de histórias
Programa: OFICINA MASTER CLASS COM JOZÉ SABUGO (Portugal)
Dia: 17 de março das 9h30 às 17h30
Ministrante: Jozé Sabugo, artista, contador de historias e criador do projeto Hora do Conto: Animação do Livro e da Leitura que teve inicio em 1995, no Palácio Valenças (antiga Biblioteca M. de Sintra) e conta com apoio do Instituto Nacional do Livro, inseridas no programa Itinerâncias da Câmara Municipal de Sintra. Estudou no Teatro Berthold Brecht, Teatro do Oprimido com Augusto Boal, Rio de Janeiro. É também Fundador do Grupo Acusa Teatro da Casa das Cenas - Educação pela Arte . Encenou em 2006 ”A História do Grilo que queria ser Amarelo” e em 2007, produz e edita o livro com o mesmo nome. O livro encontra-se a venda na Biblioteca por R$ 15,00 e haverá sessão de autografos as 18h no hall da Biblioteca Lucilia Minssen.
Ementa: Esta oficina busca utilizar técnicas das artes cênicas e da contação de histórias, para possibilitar aos seus participantes que construam personagens , narradores e historias numa contação. São utilizados jogos teatrais, improvisação, e técnicas de desinibição para propiciar ao contador uma maior desenvoltura ao criar um personagem e/ ou narrador. Também serão desenvolvidas técnicas de apropriação de um conto para transformá-lo numa pequena história performática.
Haverá Certificado aos participantes da Oficina e do Encontro, totalizando 10h.
Local: Sala Lili Inventa o Mundo – 5ª andar da Casa de Cultura Mario Quintana.
Inscrições antecipadas até 04 de março R$ 50,00 após esta data R$ 60,00.
Reservas e inscrições na Biblioteca ou através de deposito bancário na conta da Associação Amigos da Biblioteca Lucilia Minssen : Banrisul – Agencia 0839 – conta nº 41.852295.0-0 , após o pagamento solicitamos que envie copia por e-mail ou fax.
ENCONTRO DE CONTADORES DE HISTÓRIAS
19h- Performance com Paulo Bocca : Fogueira de historias
19h30 – Performance com a Trupe Quem Conta um Conto : Dom Quixote: O Cavaleiro das historias .
20h- Apresentação do Tratado Contemporâneo de Contadores de histórias e lançamento da Associação Riograndense de Contadores de histórias por Lívia Petry, Paulo Bocca, Marilia Diehl e Jozé Sabugo.
Entrada Franca.
Aos interessados em participar do Encontro solicitamos que nos informem sua presença para organização do evento atraves do fone: 32257089
Programação de Março :
EVENTO comemorativo ao Dia do Contador de histórias
Programa: OFICINA MASTER CLASS COM JOZÉ SABUGO (Portugal)
Dia: 17 de março das 9h30 às 17h30
Ministrante: Jozé Sabugo, artista, contador de historias e criador do projeto Hora do Conto: Animação do Livro e da Leitura que teve inicio em 1995, no Palácio Valenças (antiga Biblioteca M. de Sintra) e conta com apoio do Instituto Nacional do Livro, inseridas no programa Itinerâncias da Câmara Municipal de Sintra. Estudou no Teatro Berthold Brecht, Teatro do Oprimido com Augusto Boal, Rio de Janeiro. É também Fundador do Grupo Acusa Teatro da Casa das Cenas - Educação pela Arte . Encenou em 2006 ”A História do Grilo que queria ser Amarelo” e em 2007, produz e edita o livro com o mesmo nome. O livro encontra-se a venda na Biblioteca por R$ 15,00 e haverá sessão de autografos as 18h no hall da Biblioteca Lucilia Minssen.
Ementa: Esta oficina busca utilizar técnicas das artes cênicas e da contação de histórias, para possibilitar aos seus participantes que construam personagens , narradores e historias numa contação. São utilizados jogos teatrais, improvisação, e técnicas de desinibição para propiciar ao contador uma maior desenvoltura ao criar um personagem e/ ou narrador. Também serão desenvolvidas técnicas de apropriação de um conto para transformá-lo numa pequena história performática.
Haverá Certificado aos participantes da Oficina e do Encontro, totalizando 10h.
Local: Sala Lili Inventa o Mundo – 5ª andar da Casa de Cultura Mario Quintana.
Inscrições antecipadas até 04 de março R$ 50,00 após esta data R$ 60,00.
Reservas e inscrições na Biblioteca ou através de deposito bancário na conta da Associação Amigos da Biblioteca Lucilia Minssen : Banrisul – Agencia 0839 – conta nº 41.852295.0-0 , após o pagamento solicitamos que envie copia por e-mail ou fax.
ENCONTRO DE CONTADORES DE HISTÓRIAS
19h- Performance com Paulo Bocca : Fogueira de historias
19h30 – Performance com a Trupe Quem Conta um Conto : Dom Quixote: O Cavaleiro das historias .
20h- Apresentação do Tratado Contemporâneo de Contadores de histórias e lançamento da Associação Riograndense de Contadores de histórias por Lívia Petry, Paulo Bocca, Marilia Diehl e Jozé Sabugo.
Entrada Franca.
Aos interessados em participar do Encontro solicitamos que nos informem sua presença para organização do evento atraves do fone: 32257089
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
sábado, 19 de fevereiro de 2011
NOTICIAS DA REINAÇÕES
Pessoal,
dia 15, realizamos nosso 46º Debate. Havia 17 confrades presentes. E algumas decisões foram tomadas. Seguem abaixo:
1. Em virtude de a todo momento ser problematizado o fato de as três sedes (Caxias, PoA, RJ) terem de discutir o mesmo livro, a fimd e assegurar unidade, PoA (como casa-mãe) decidiu que a unidade deve ser mantida através da manutenção de mesmo horário e data, além de sempre o livro escolhido ser de LIJ. Porém, deliberou-se pela liberação da indicação. Ou seja, cada sede tem liberdade de escolha de sua leitura, não mais dependendo uma da escolha da outra.
2. Porto Alegre definiu suas duas próximas leituras, que as sedes-filiais se quiserem podem adotar, em virtude de não saberem no último encontro de tal tomada de decisão:
47ª ENCONTRO - 15/03/2011
LIVRO: COMO VIVER PARA SEMPRE, de COLIN THOMPSON
coordenação: NÓIA KERN
48º ENCONTRO - 19/04/2011 (ENCONTRO ESPECIAL DE ANIVERSÁRIO)
LIVRO: PÉ DE PILÃO (E OUTROS POEMAS), DE MARIO QUINTANA
Coordenação: LIZA CALDEIRA
3. Pede-se aos confrades sugestões para o encontro de celebração do nosso 4º Aniversário. Liza sugeriu um sarau no sábado seguinte, à tarde, como os que já realizamos. Marô e eu estamos, junto à BibliotecaLucília Minsen, organizando um seminário de leitura.
Abraços
dia 15, realizamos nosso 46º Debate. Havia 17 confrades presentes. E algumas decisões foram tomadas. Seguem abaixo:
1. Em virtude de a todo momento ser problematizado o fato de as três sedes (Caxias, PoA, RJ) terem de discutir o mesmo livro, a fimd e assegurar unidade, PoA (como casa-mãe) decidiu que a unidade deve ser mantida através da manutenção de mesmo horário e data, além de sempre o livro escolhido ser de LIJ. Porém, deliberou-se pela liberação da indicação. Ou seja, cada sede tem liberdade de escolha de sua leitura, não mais dependendo uma da escolha da outra.
2. Porto Alegre definiu suas duas próximas leituras, que as sedes-filiais se quiserem podem adotar, em virtude de não saberem no último encontro de tal tomada de decisão:
47ª ENCONTRO - 15/03/2011
LIVRO: COMO VIVER PARA SEMPRE, de COLIN THOMPSON
coordenação: NÓIA KERN
48º ENCONTRO - 19/04/2011 (ENCONTRO ESPECIAL DE ANIVERSÁRIO)
LIVRO: PÉ DE PILÃO (E OUTROS POEMAS), DE MARIO QUINTANA
Coordenação: LIZA CALDEIRA
3. Pede-se aos confrades sugestões para o encontro de celebração do nosso 4º Aniversário. Liza sugeriu um sarau no sábado seguinte, à tarde, como os que já realizamos. Marô e eu estamos, junto à BibliotecaLucília Minsen, organizando um seminário de leitura.
Abraços
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Ainda Stuart
Ontem, dia 15 de fevereiro, 17 pessoas, em pleno verão, estavam lá na Letras & Cia para o 46º Encontro da Confraria Reinações. Com certeza, mergulhar no universo da LIJ e partilhar ideias e emoções de leitura é o que mantém essa gente unida, acreditando na força artística que os textos produzidos para crianças e adolescentes contêm. A bola da vez era o Stuart Little, de E.B.White, texto publicado originalmente em 1945.
Texto bom de ler. Início meio pueril, centrado nas aventuras que Stuart enfrenta no interior da sua própria casa, acaba, para mim, tomando dimensões metafísicas, quando o pequeno camundongo sai para o mundo á procura de Margalo.
Muitas ideias interessantes foram apresentadas e discutidas: o caráter de humor do texto, a representação do protagonista como um rato (o diferente ), a adaptação do universo familiar ao ser ímpar, os episódios pouco desenvolvidos, a busca de Stuart pelo Norte, o presença do realismo mágico, entre outros.
Marô Barbieri, comentando sobre o livro, após o debate disse: "Sabe que gostei mais do livro, após ouvir as impressões de leituras dos confrades?" Esse, com certeza, é o bom da Reinações: possibilitar a troca, apresentar diferentes olhares, acaba significando mais o livro e a leitura.
Surpresa boa nesse encontro também foi a visita do ilustrador Ângelo Abu, que contribuiu com a discussão.
E, confrades, vamos nos preparando para o próximo debate e para a celebração de nossos quatro anos.
Texto bom de ler. Início meio pueril, centrado nas aventuras que Stuart enfrenta no interior da sua própria casa, acaba, para mim, tomando dimensões metafísicas, quando o pequeno camundongo sai para o mundo á procura de Margalo.
Muitas ideias interessantes foram apresentadas e discutidas: o caráter de humor do texto, a representação do protagonista como um rato (o diferente ), a adaptação do universo familiar ao ser ímpar, os episódios pouco desenvolvidos, a busca de Stuart pelo Norte, o presença do realismo mágico, entre outros.
Marô Barbieri, comentando sobre o livro, após o debate disse: "Sabe que gostei mais do livro, após ouvir as impressões de leituras dos confrades?" Esse, com certeza, é o bom da Reinações: possibilitar a troca, apresentar diferentes olhares, acaba significando mais o livro e a leitura.
Surpresa boa nesse encontro também foi a visita do ilustrador Ângelo Abu, que contribuiu com a discussão.
E, confrades, vamos nos preparando para o próximo debate e para a celebração de nossos quatro anos.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
sábado, 15 de janeiro de 2011
Palavra de Confrade 15 - Caio Riter
Caio Riter é Bacharel em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS, e licenciado em Letras - Língua Portuguesa e Literaturas, pela Faculdade Porto-Alegrense de Educação, Ciências e Letras - FAPA/RS; é Mestre e Doutor em Literatura Brasileira, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. É professor de Língua Portuguesa no Colégio Nossa Senhora do Bom Conselho, em Porto Alegre. Ministra oficinas literárias de narrativa no SINTRAJUFE-RS, desde 1999. Tem diversos livros infantis e juvenis publicados, muitos deles premiados (Açorianos, AGES, Barco a Vapor e outros) e integrantes de catálogos internacionais (Bolonha e White Ravens).1. Em que aspectos, na sua opinião, a literatura infantojuvenil reina?
Escrever para crianças e adolescentes é, caso nosso texto vá em direção aos seus corações, certeza de plantar semente em solo fértil. A literatura infantojuvenil, neste sentido, acaba sendo de fundamental importância na construção de pessoas que curtam ler. Assim, é ela que determina os alicerces do leitor, sendo pois senhora absoluta dos caminhos de muita gente que, graças à leitura de um bom texto em sua infância ou em sua adolescência, acabou tornando-se pessoa que não consegue viver apartada das palavras literárias. Há, claro, a necessidade também de não subestimar o leitor: quando a literatura infantojuvenil desperta prazeres estéticos, aí sim, ela reina.
Escrever para crianças e adolescentes é, caso nosso texto vá em direção aos seus corações, certeza de plantar semente em solo fértil. A literatura infantojuvenil, neste sentido, acaba sendo de fundamental importância na construção de pessoas que curtam ler. Assim, é ela que determina os alicerces do leitor, sendo pois senhora absoluta dos caminhos de muita gente que, graças à leitura de um bom texto em sua infância ou em sua adolescência, acabou tornando-se pessoa que não consegue viver apartada das palavras literárias. Há, claro, a necessidade também de não subestimar o leitor: quando a literatura infantojuvenil desperta prazeres estéticos, aí sim, ela reina.
2. Dos 44 encontros que a Confraria Reinações – Porto Alegre promoveu,qual foi o mais marcante para você? Por quê?
Muitos foram especiais. Mas, como a pergunta pede apenas um, ficarei com aquele em que debatemos A história sem fim, de Michael Ende. Um deslumbramento total, texto em que a fantasia e o amor pelas palavras são explorados com requinte de quem sabe o que está fazendo. Livro que é uma declaração de amor à palavra, ao livro, ao fazer literário, à medida que problematiza as fronteiras entre real e ficção, além de expressar de forma simbólica até que ponto um livro pode atuar e transformar alguém.
3. Depois de ter publicado já tantos livros para crianças e adolescentes o que ainda te motiva a continuar escrevendo? Quais desafios você ainda encontra no ato de escrever?
Escrever para seres em formação tem seu tanto de responsabilidade, com certeza. Hoje, creio que minha maior motivação é a possibilidade que a escrita me dá de repensar minha vida, de repensar o Caio-criança-adolescente que fui. Há um dado de nostalgia, de tentativa de retomada de um tempo que não volta mais, mas que, através da escrita, pode ser reinvenção.
Desafios? Todos. Sobretudo aquele de tentar não me repetir, mas ao mesmo tempo de criar aquilo a que chamam de estilo, ou seja, que o leitor possa reconhecer uma dicção própria no meu escrever, mesmo quando enveredo por searas ainda não exploradas.
4. Como você vê a atual produção literária destinada a crianças e jovens no Brasil?
O momento é rico. Muita gente produzindo, muitas editoras publicando, motivadas, creio, pelos planos de compra do Governo Federal. Porém, neste universo amplo, há joio e trigo. Há muito livro paradidático disfarçado de literatura. Há muito texto que se distancia do público-alvo, quer por minimizar sua linguagem, quer por ficar além de suas expectativas. É interessante, também perceber, que há alguns “gêneros”: intimismo, aventura, fantasia. Alguns autores mergulham no íntimo do jovem e da criança, buscando problematizar seus conflitos; outros se interessam muito mais por criar aventuras, sem qualquer preocupação em relação ao universo infanto-juvenil, além de uma sucessão de peripécias heroicas do protagonista. A mim, como leitor e escritor, interessam mais textos que investigam e exploram o mundo das crianças e dos adolescentes.
5. O que não pode faltar em um texto infantojuvenil?
Não pode faltar aquilo que eu dizia antes: investigar o universo do jovem, suas alegrias, suas encucações, seus conflitos, enfim. Além de, claro, um mínimo trabalho estético com a palavra. Afinal, Literatura é a arte da palavra.
6 . Que dica de leitura você daria aos confrades da Reinações? Por quê?
Muito já lemos na Reinações, mas muito ainda há por ser partilhado. Assim, indico Aldabra, a tartaruga que amava Shakespeare, de Silvana Gandolfi, Ed. Rocco, que narra as aventuras de Elisa e sua avó, envolvendo temas polêmicos, como a velhice e a morte, através da magia da leitura de Shakespeare. Vale a pena mesmo.
7 . Que palavra de Confrade você gostaria de conhecer mais?
Eu gostaria de conhecer a palavra da confrade Maria Inês Borne, professora empolgada com a leitura, que faz um trabalho bem legal em sua escola em Charqueadas-RS.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Próximo debate: O ladrão de raios
O autor:
Rick Riordan nasceu em 1964, em San Antonio, Texas, Estados Unidos, onde mora com a mulher e dois filhos. Durante quinze anos ensinou inglês e história em escolas públicas e particulares de São Francisco. Além da série Percy Jackson e os Olimpianos, publicou a premiada série de mistério para adultos Tres Navarre.
A série Percy Jackson:
Percy Jackson e os Olimpianos é uma série de cinco livros juvenis de aventura de Rick Riordan, baseada na mitologia grega. O Protagonista é Percy Jackson, que descobre ser um semi-deus, filho de Poseidon, deus do mar.
Rick Riordan nasceu em 1964, em San Antonio, Texas, Estados Unidos, onde mora com a mulher e dois filhos. Durante quinze anos ensinou inglês e história em escolas públicas e particulares de São Francisco. Além da série Percy Jackson e os Olimpianos, publicou a premiada série de mistério para adultos Tres Navarre.
A série Percy Jackson:
Percy Jackson e os Olimpianos é uma série de cinco livros juvenis de aventura de Rick Riordan, baseada na mitologia grega. O Protagonista é Percy Jackson, que descobre ser um semi-deus, filho de Poseidon, deus do mar.
O filme:
Em 2010, o primeiro livro da série O ladrão de raios foi adaptado para o cinema. Abaixo link para o trailler.
http://www.youtube.com/watch?v=xXWBNNPe4NI
Volumes da série:
The Lightning Thief (O Ladrão de Raios)
The Sea of Monsters (O Mar de Monstros)
The Titan's Curse (A Maldição do Titã)
The Battle of the Labyrinth (A batalha do labirinto)
The Last Olympian (O Último Olimpiano)
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Um olhar sobre A grande questão
No 44º encontro da REINAÇÕES, que debateu a obra de Wolf Erlbruch, os confrades ficaram bem curiosos ao perceberem o tanto de anotações que o confrade João Carlos Rodrigues havia feito nas páginas do seu exemplar de A grande questão. Pois o João aceitou o convite para partilhar suas ideias conosco. Seguem abaixo. A GRANDE QUESTÃO
Está no centro da temática um menino, que é orientado por 22 interlocutores sobre a razão de ele ter vindo ou estar na terra, no mundo. A temática é sobre a vida, sobre o existencial com um fio condutor centrado na dúvida. O tema mais objetivo são as relações afetivas, o amor que alavanca essas relações.
Nesse sentido, algumas manifestações são conclusivas; outras, exclamativas. Assim, falam:
1. conclusivamente: beijar as nuvens, o piloto; amar a vida, a morte; nos amamos, os pais; amar a si mesmo, a irmã; receber carinho, o coelho; te amo, a mãe.
2. ou, exclamativamente: mimar, a avó; cantar sua canção, o passarinho.
As demais falas abrem um leque de focos, de assuntos, de fazeres, de dúvidas: festejar seu aniversário, irmão; ronronar ou pelos ratos, o gato; comer bem, comilão; contar, três; obedecer, soldado; latir ou uivar, cachorro(acha); navegar, navegador; para estar, a pedra; ser paciente, jardineiro; confiar, cego; sem ideia, pato; ir à luta, lutador.
Então, os temas passam pela ideia de festa, descanso, alimento, conhecimento, arte (cantar sua canção), obediência, defesa, preocupação, viagem (pelo mar, ar), estar simplesmente, paciência, confiança, luta e sem consciência;
Os agentes são humanos (menino, irmão, irmã, pais, avó, comilão, soldado, navegador, aviador, jardineiro, cego, lutador); animais (gato, cachorro, pato, coelho, passarinho); mineral (pedra); morte. Falam os reinos animal e mineral. O reino vegetal não tem voz.
O autor conclui, dizendo ao menino: “Quando você crescer, vai encontrar outras repostas para a grande questão.” Segue, no projeto gráfico, uma folha pautada, em branco, com indicadores: Datas ............ Respostas
Trata-se de respostas à questão: Por que viemos ao mundo? segundo o tradutor. Sim, quando falam o gato, os pais, a mãe e o jardineiro: ideia de origem.
Contudo, creio que as demais questões indicam ‘para quê?’. Não buscam a ‘origem’, mas o ‘estar’, tanto que são introduzidas com a preposição ‘para’, quase todas.
Outras observações:
1. O menino deve aprender a contar até três. Por que três? O que representa o três?
2. Há duas pessoas ridicularizadas: o comilão, muito bem vestido, tem grande barriga, é muito gordo, usa gravata de tope, está feliz e aparece na página anterior ao três; e o soldado na página seguinte. Coincidência?
3. Só duas pessoas expressam alegria: a avó e o comilão.
4. Estar no ‘mundo’ é alusão do gato e do jardineiro.
5. Estar ‘na terra’ é alusão do irmão do menino. O cachorro também refere ‘estamos na terra’, no plural.
6. O cachorro sentado manifesta dúvida: ’eu acho’.
7. Os pais falam no plural e o cachorro também, mas o fiel escudeiro do homem traz o menino para a sua natureza: ‘Estamos aqui para latir, eu acho. E, às vezes, uivar para a Lua. ’
8. A história transita da concepção à morte emanante. Há vida? Então a morte está e com uma fala lapidar: “Você está aqui para amar a vida”.
9. As páginas do livro não são numeradas, pois a ordem da história não é linear. Ao iniciar a leitura, parece faltar algo, antes. O algo está depois.
10. O menino é o epicentro da GRANDE QUESTÃO: a avó quer mimá-lo; os pais, que o conceberam, falam lá na frente; a mãe mima a orelha dele, no colo; a irmã depõe; cinco velas estão no bolo e o irmão fala sobre o aniversário. Por tanto, uma família: avó, pais, dois irmãos e uma irmã.
11. Há os animais domésticos: o cachorro, o gato, o pato e o coelho. Todos simpáticos. Um jardineiro completa o ambiente doméstico.
12. Para além do lar, o passarinho, o padeiro, o comilão, o cego, o lutador (de preto) e o soldado (a perna esquerda soldada?) fazem suas colocações; o aviador e o navegador vasculham espaços. Uma pedra e a MORTE completam os encantos do cenário.
13. A pedra diz: se está aqui porque se está aqui. A morte recomenda ‘... amar a vida’. Vestida de camisolão bege, com 11 manchas redondas em amarelo, observa no horizonte uma abelha voar para o alto e para longe, com tons de bege e amarelo no corpo, asas azuis e cabeça preta.
14. A história percorre um tempo: inicia com o amor dos pais e termina com o sopro de cinco velas, no aniversário do menino.
15. As mulheres aparecem na condição de afeto: irmã, mãe, avó.
16. O pato, embora sua artilharia terra-mar-ar não tem ideia de nada. Confirma o ditado popular: ’Me tiras para pato?’.
17. ‘Para cantar a sua canção’ diz o passarinho. Interpreto como ‘para construir a sua vida’, no mundo em construção.
18. ‘A GRANDE QUESTÃO’ são dúvidas existenciais. Fisga maciamente a origem das coisas, interroga o sentido delas, remete à reconstrução e lembra a morte. Uma reflexão sobre a vida.
19. É uma abordagem sócio-política-cultural (...) e fundamentalmente filosófica, através da arte literária e da ilustração.
20. Tudo aparentemente simples: no visual, na beleza, na rapidez e absolutamente profundo.
Então, os temas passam pela ideia de festa, descanso, alimento, conhecimento, arte (cantar sua canção), obediência, defesa, preocupação, viagem (pelo mar, ar), estar simplesmente, paciência, confiança, luta e sem consciência;
Os agentes são humanos (menino, irmão, irmã, pais, avó, comilão, soldado, navegador, aviador, jardineiro, cego, lutador); animais (gato, cachorro, pato, coelho, passarinho); mineral (pedra); morte. Falam os reinos animal e mineral. O reino vegetal não tem voz.
O autor conclui, dizendo ao menino: “Quando você crescer, vai encontrar outras repostas para a grande questão.” Segue, no projeto gráfico, uma folha pautada, em branco, com indicadores: Datas ............ Respostas
Trata-se de respostas à questão: Por que viemos ao mundo? segundo o tradutor. Sim, quando falam o gato, os pais, a mãe e o jardineiro: ideia de origem.
Contudo, creio que as demais questões indicam ‘para quê?’. Não buscam a ‘origem’, mas o ‘estar’, tanto que são introduzidas com a preposição ‘para’, quase todas.
Outras observações:
1. O menino deve aprender a contar até três. Por que três? O que representa o três?
2. Há duas pessoas ridicularizadas: o comilão, muito bem vestido, tem grande barriga, é muito gordo, usa gravata de tope, está feliz e aparece na página anterior ao três; e o soldado na página seguinte. Coincidência?
3. Só duas pessoas expressam alegria: a avó e o comilão.
4. Estar no ‘mundo’ é alusão do gato e do jardineiro.
5. Estar ‘na terra’ é alusão do irmão do menino. O cachorro também refere ‘estamos na terra’, no plural.
6. O cachorro sentado manifesta dúvida: ’eu acho’.
7. Os pais falam no plural e o cachorro também, mas o fiel escudeiro do homem traz o menino para a sua natureza: ‘Estamos aqui para latir, eu acho. E, às vezes, uivar para a Lua. ’
8. A história transita da concepção à morte emanante. Há vida? Então a morte está e com uma fala lapidar: “Você está aqui para amar a vida”.
9. As páginas do livro não são numeradas, pois a ordem da história não é linear. Ao iniciar a leitura, parece faltar algo, antes. O algo está depois.
10. O menino é o epicentro da GRANDE QUESTÃO: a avó quer mimá-lo; os pais, que o conceberam, falam lá na frente; a mãe mima a orelha dele, no colo; a irmã depõe; cinco velas estão no bolo e o irmão fala sobre o aniversário. Por tanto, uma família: avó, pais, dois irmãos e uma irmã.
11. Há os animais domésticos: o cachorro, o gato, o pato e o coelho. Todos simpáticos. Um jardineiro completa o ambiente doméstico.
12. Para além do lar, o passarinho, o padeiro, o comilão, o cego, o lutador (de preto) e o soldado (a perna esquerda soldada?) fazem suas colocações; o aviador e o navegador vasculham espaços. Uma pedra e a MORTE completam os encantos do cenário.
13. A pedra diz: se está aqui porque se está aqui. A morte recomenda ‘... amar a vida’. Vestida de camisolão bege, com 11 manchas redondas em amarelo, observa no horizonte uma abelha voar para o alto e para longe, com tons de bege e amarelo no corpo, asas azuis e cabeça preta.
14. A história percorre um tempo: inicia com o amor dos pais e termina com o sopro de cinco velas, no aniversário do menino.
15. As mulheres aparecem na condição de afeto: irmã, mãe, avó.
16. O pato, embora sua artilharia terra-mar-ar não tem ideia de nada. Confirma o ditado popular: ’Me tiras para pato?’.
17. ‘Para cantar a sua canção’ diz o passarinho. Interpreto como ‘para construir a sua vida’, no mundo em construção.
18. ‘A GRANDE QUESTÃO’ são dúvidas existenciais. Fisga maciamente a origem das coisas, interroga o sentido delas, remete à reconstrução e lembra a morte. Uma reflexão sobre a vida.
19. É uma abordagem sócio-política-cultural (...) e fundamentalmente filosófica, através da arte literária e da ilustração.
20. Tudo aparentemente simples: no visual, na beleza, na rapidez e absolutamente profundo.
domingo, 28 de novembro de 2010
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