Carla Laidens, nossa confrade idealizadora dos convites, envia cartão de final de ano. Nele a imagem de Magritte conversa com a poesia de Quintana. E que 2010 seja pleno de esperança para todos nós.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Por um Brasil Literário
Recebo o manifesto Por um Brasil Literário, de Bartolomeu Campos de Queirós, que desejo partilhar com os confrades. Que nossas ações em 2010 possam ter como eco as palavras do Bartolomeu.
Hoje, me vi pensando como seria viver em um país de leitores literários. Pode ser apenas um sonho, mas estaríamos em um lugar em que a tolerância seria melhor exercida. Praticar a tolerância é abrigar, com respeito, as divergências, atitude só viável quando estamos em liberdade. Desconfio que, com tolerância, conviver com as diferenças torna-se em encantamento. A escrita literária se configura quando o escritor rompe com o cotidiano da linguagem e deixa vir à tona toda sua diferença – e sem preconceitos. São antigas as questões que nos afligem: é o medo da morte, do abandono, da perda, do desencontro, da solidão, desejo de amar e ser amado. E, nas pausas estabelecidas entre essas nossas faltas, carregamos grande vocação para a felicidade. O texto literário não nasce desacompanhado destes incômodos que suportamos vida afora. Mas temos o desejo de tratá-los com a elegância que a dignidade da consciência nos confere.A leitura literária, a mim me parece, promove em nós um desejo delicado de ver democratizada a razão. Passamos a escutar e compreender que o singular de cada um – homens e mulheres – é que determina sua forma de relação. Todo sujeito guarda bem dentro de si um outro mundo possível. Pela leitura literária esse anseio ganha corpo. É com esse universo secreto que a palavra literária quer travar a sua conversa. O texto literário nos chega sempre vestido de novas vestes para inaugurar este diálogo, e, ainda que sobre truncadas escolhas, também com muitas aberturas para diversas reflexões. E tudo a literatura realiza, de maneira intransferível, e segundo a experiência pessoal de cada leitor. Isto se faz claro quando diante de um texto nos confidenciamos: "ele falou antes de mim", ou "ele adivinhou o que eu queria dizer".Caio, o texto literário não ignora a metáfora. Reconhece sua força e possibilidade de acolher as diferenças. As metáforas tanto velam o que o autor tem a dizer como revelam os leitores diante de si mesmo. Duas faces tem, pois, a palavra literária e são elas que permitem ao leitor uma escolha. No texto literário autor e leitor se somam e uma terceira obra, que jamais será editada, se manifesta. A literatura, por dar a voz ao leitor, concorre para a sua autonomia. Outorga-lhe o direito de escolher o seu próprio destino. Por ser assim, Caio, a leitura literária cria uma relação de delicadeza entre homens e mulheres.Uma sociedade delicada luta pela igualdade dos direitos, repudia as injustiças, despreza os privilégios, rejeita a corrupção, confirma a liberdade como um direito que nascemos com ele. Para tanto, a literatura propõe novos discernimentos, opções mais críticas, alternativas criativas e confia no nosso poder de reinvenção. Pela leitura conferimos que a criatividade é inerente a todos nós. Pela leitura literária nos descobrimos capazes também de sonhar com outras realidades. Daí, compreender, com lucidez, que a metáfora, tão recorrente nos textos literários, é também uma figura política.Quando pensamos, Caio, em um Brasil Literário é por reconhecer o poder da literatura e sua função sensibilizadora e alteradora. Mas é preciso tomar cuidados. Numa sociedade consumista e sedutora, muitos são leitores para consumo externo. Lêem para garantir o poder, fazem da leitura um objeto de sedução. É preciso pensar o Brasil Literário com aquele leitor capaz de abrir-se para que a palavra literária se torne encarnada e que passe primeiro pelo consumo interno para, só depois, tornar-se ação.
Caio, o Brasil Literário pode, em princípio, parecer uma utopia, mas por que não buscar realizá-la?
Com meu abraço, sempre, Bartolomeu
Hoje, me vi pensando como seria viver em um país de leitores literários. Pode ser apenas um sonho, mas estaríamos em um lugar em que a tolerância seria melhor exercida. Praticar a tolerância é abrigar, com respeito, as divergências, atitude só viável quando estamos em liberdade. Desconfio que, com tolerância, conviver com as diferenças torna-se em encantamento. A escrita literária se configura quando o escritor rompe com o cotidiano da linguagem e deixa vir à tona toda sua diferença – e sem preconceitos. São antigas as questões que nos afligem: é o medo da morte, do abandono, da perda, do desencontro, da solidão, desejo de amar e ser amado. E, nas pausas estabelecidas entre essas nossas faltas, carregamos grande vocação para a felicidade. O texto literário não nasce desacompanhado destes incômodos que suportamos vida afora. Mas temos o desejo de tratá-los com a elegância que a dignidade da consciência nos confere.A leitura literária, a mim me parece, promove em nós um desejo delicado de ver democratizada a razão. Passamos a escutar e compreender que o singular de cada um – homens e mulheres – é que determina sua forma de relação. Todo sujeito guarda bem dentro de si um outro mundo possível. Pela leitura literária esse anseio ganha corpo. É com esse universo secreto que a palavra literária quer travar a sua conversa. O texto literário nos chega sempre vestido de novas vestes para inaugurar este diálogo, e, ainda que sobre truncadas escolhas, também com muitas aberturas para diversas reflexões. E tudo a literatura realiza, de maneira intransferível, e segundo a experiência pessoal de cada leitor. Isto se faz claro quando diante de um texto nos confidenciamos: "ele falou antes de mim", ou "ele adivinhou o que eu queria dizer".Caio, o texto literário não ignora a metáfora. Reconhece sua força e possibilidade de acolher as diferenças. As metáforas tanto velam o que o autor tem a dizer como revelam os leitores diante de si mesmo. Duas faces tem, pois, a palavra literária e são elas que permitem ao leitor uma escolha. No texto literário autor e leitor se somam e uma terceira obra, que jamais será editada, se manifesta. A literatura, por dar a voz ao leitor, concorre para a sua autonomia. Outorga-lhe o direito de escolher o seu próprio destino. Por ser assim, Caio, a leitura literária cria uma relação de delicadeza entre homens e mulheres.Uma sociedade delicada luta pela igualdade dos direitos, repudia as injustiças, despreza os privilégios, rejeita a corrupção, confirma a liberdade como um direito que nascemos com ele. Para tanto, a literatura propõe novos discernimentos, opções mais críticas, alternativas criativas e confia no nosso poder de reinvenção. Pela leitura conferimos que a criatividade é inerente a todos nós. Pela leitura literária nos descobrimos capazes também de sonhar com outras realidades. Daí, compreender, com lucidez, que a metáfora, tão recorrente nos textos literários, é também uma figura política.Quando pensamos, Caio, em um Brasil Literário é por reconhecer o poder da literatura e sua função sensibilizadora e alteradora. Mas é preciso tomar cuidados. Numa sociedade consumista e sedutora, muitos são leitores para consumo externo. Lêem para garantir o poder, fazem da leitura um objeto de sedução. É preciso pensar o Brasil Literário com aquele leitor capaz de abrir-se para que a palavra literária se torne encarnada e que passe primeiro pelo consumo interno para, só depois, tornar-se ação.
Caio, o Brasil Literário pode, em princípio, parecer uma utopia, mas por que não buscar realizá-la?
Com meu abraço, sempre, Bartolomeu
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Noite do Livro
Dia 14, Noite do Livro, momento de conhecer os vencedores do Açorianos de Literatura. Eu tava concorrendo, Dill, Hermes e Elaine também. Quatro fundadores da Reinações. E, quando subi no palco do teatro Renescença pra receber o Açorianos de melhor livro infantil, com Historinhas bem..., em parceria com Márcia Leite, destaquei o nada de espaço na mídia em relação aos concorrentes de LIJ e isso que este ano havia livros para crianças e adolescentes concorrendo também a melhor capa e a melhor projeto gráfico.
sábado, 12 de dezembro de 2009
Nós e o Hobbit
Pois dia 08 de dezembro encerramos os encontros de 2009. Ano de algumas novidades, como os saraus (com brilhante participação dos alunos da confrade Maria Inês), o 1º seminário da Reinações, ocorrido na Feira do Livro de Porto Alegre e o despertar da Reinações em Caxias. Este o 32º encontro, são 32 meses ininterruptos de encontros, de troca de ideias, de debruçar-se sobre livros feitos para crianças e adolescentes. E em nosso recente encontro, coordenado pelo Christian David, nosso olhar voltou-se para a obra de J.R.R.Tolkien, em especial O hobbit. Confesso que, como leitor iniciante no universo do criador de O senhor dos anéis, achei leitura lenta, muito descritiva, mas com momento muito bons, diria até magníficos, como, por exemplo, o encontro do Bolseiro com Gollum. Vejo ali ecos míticos da luta de Édipo contra a Esfinge.
Mas, bem, o coordenador iniciou apresentando alguns aspectos da biografia do autor e da gênese do livro. Disse que a ideia surgiu meio ao acaso, a primeira frase do livro veio à mente do autor, quando ele corrigia provas: Em um buraco no chão vivia um hobbit. O que, convenhamos, é uma frase ótima para um início de livro.
Tolkien, segundo Christian, é considerado o pai da literatura fantástica moderna, estabelecendo uma espécie de cânone quando se pensa hoje este tipo de literatura. O autor organizou um universo com elfos, orcs, trolls, e etc..., chamado de fantástico medieval ou de alta fantasia.
Afinal, como esclareceu a confrade Diana Corso, Tolkien forjou um mundo com seus seres, sua linguagem, sua geografia, sua história. um mundo que se constrói sem qualquer relação mais direta com o real, embora o autor tenha revelado sua intenção de oferecer à Inglaterra um universo de mitos.
Creio que, para quem ainda não leu e se interessa pela literatura de fantasia, uma boa dica de leitura.
E leio que O hobbit está virando filme com possível exibição em 2010.
Segundo a Revista SET, a New Line Cinema, em parceria com a MGM, irá produzir a tão esperada versão cinematográfica de O hobbit.
A versão do cinema talvez seja um pouco diferente do que os fãs leram nos livros. Afinal, Peter Jackson, o homem por traz da direção-executiva do projeto, prometeu dois filmes em sequência para O Hobbit. No entanto, para conseguir isso, é provável que o filme aborde histórias paralelas a aventura de Bilbo Bolseiro.
No elenco do filme, é provável que vejamos alguns dos atores/personagens da trilogia do anel, como Gandalf, Elrond, Aragorn, entre outros. A cadeira do diretor do filme deverá ser ocupada por Guillermo Del Toro, diretor de O Labirinto de Fauno.
A versão do cinema talvez seja um pouco diferente do que os fãs leram nos livros. Afinal, Peter Jackson, o homem por traz da direção-executiva do projeto, prometeu dois filmes em sequência para O Hobbit. No entanto, para conseguir isso, é provável que o filme aborde histórias paralelas a aventura de Bilbo Bolseiro.
No elenco do filme, é provável que vejamos alguns dos atores/personagens da trilogia do anel, como Gandalf, Elrond, Aragorn, entre outros. A cadeira do diretor do filme deverá ser ocupada por Guillermo Del Toro, diretor de O Labirinto de Fauno.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Confrades concorrendo ao Açorianos
Temos confrades concorrendo ao Açorianos deste ano. Abaixo segue convite para a noite de premiação (vamos prestigiar!) e lista de confrades indicados ao prêmio.

Categoria - Melhor Livro Infantil
DOIDO PRA VOAR, de Hermes Bernardi Jr., Artes e Ofícios Editora Ltda
HISTÓRIAS BEM... (COLEÇÃO), de Caio Riter e Márcia Leite, Editora Escala Educacional
Categoria - Melhor Livro Juvenil
DE CARONA, COM NITRO, de Luis Dill, Artes e Ofícios Editora Ltda
MEU PAI NÃO MORA MAIS AQUI, de Caio Riter, Editora Biruta
TODOS CONTRA DANTE, de Luis Dill, Editora Companhia das Letras

Categoria - Melhor Livro Infantil
DOIDO PRA VOAR, de Hermes Bernardi Jr., Artes e Ofícios Editora Ltda
HISTÓRIAS BEM... (COLEÇÃO), de Caio Riter e Márcia Leite, Editora Escala Educacional
Categoria - Melhor Livro Juvenil
DE CARONA, COM NITRO, de Luis Dill, Artes e Ofícios Editora Ltda
MEU PAI NÃO MORA MAIS AQUI, de Caio Riter, Editora Biruta
TODOS CONTRA DANTE, de Luis Dill, Editora Companhia das Letras
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Palavra de Confrade 8: Nóia Kern
(Na foto, Nóia coordenando o 14º encontro da Reinações: O Pequeno Príncipe, de Saint Exupery)
1 – Em que aspectos, na sua opinião, a literatura infanto-juvenil reina?
Não sei se entendo bem a pergunta, mas acho que, ela reina:
1º. quando um adulto-mediador- (basta um) compartilha as emoções da leitura e mostra às crianças e aos jovens que ler pode ser tão interessante e divertido e emocionante e fascinante quanto qualquer outra atividade que eles apreciem;
2º. quando um jovem – (basta um)– comenta com ênfase apaixonada que leu o “melhor” livro do mundo. Ele arrastará uma multidão;
3º. quando o escritor se preocupa em tratar seu leitor como um ser inteligente;
4º. finalmente, reina quando o livro emociona, surpreende e faz pensar
2 – Dos 31 encontros que a Confraria Reinações promoveu, qual foi mais marcante para você? Por quê?
Não sei se entendo bem a pergunta, mas acho que, ela reina:
1º. quando um adulto-mediador- (basta um) compartilha as emoções da leitura e mostra às crianças e aos jovens que ler pode ser tão interessante e divertido e emocionante e fascinante quanto qualquer outra atividade que eles apreciem;
2º. quando um jovem – (basta um)– comenta com ênfase apaixonada que leu o “melhor” livro do mundo. Ele arrastará uma multidão;
3º. quando o escritor se preocupa em tratar seu leitor como um ser inteligente;
4º. finalmente, reina quando o livro emociona, surpreende e faz pensar
2 – Dos 31 encontros que a Confraria Reinações promoveu, qual foi mais marcante para você? Por quê?
Sempre o que virá, pelas surpresas que me aguardam
3 – Para você que atua em atividades promotoras da leitura e do livro, tais como Feiras do livro e assessorias literárias, qual o papel da literatura infanto-juvenil na formação de leitores.
Bem, falamos de literatura de qualidade, é claro, e eu acho que a ela não cabe papel nenhum a não ser o de ser lido. Quem tem um papel importante é o mediador de leitura, pois cabe a ele dar o norte ao "rebanho", ser a estrela-guia, procurando não perder ninguém pelo caminho. O que advém da leitura será mais, ou menos, assimilado e transformado em crescimento pelo próprio leitor dentro de sua biografia.
4 - Na sua opinião, que características um texto infanto-juvenil precisa ter a fim de tocar o coração do leitor-criança e do leitor-adolescente?
Vou me repetir: é aquele que emociona, surpreende e faz pensar. Deve também fugir dos clichês e lugares-comuns, das situações previsíveis. Eu sei que gosto de um livro, qualquer livro, quando me pergunto: o que o escritor vai fazer agora com as vidas e situações que criou?? Ele pode não alcançar às minhas aspirações leitoras, mas se a solução for inteligente, com certeza é um bom livro
5 - Que dica de leitura você daria aos confrades da Reinações?
Um livro que amo, pois me emociona pelos personagens e pela história, me surpreende na ilustração e projeto gráfico e me faz pensar sempre em coisas diferentes cada vez que o leio: Griffin & Sabine- Uma correspondência extraordinária. Autor: Nick Bantock. Editora: Marco Zero 6 – Ser confrade é trocar ideias sobre os mais diferentes livros debatidos, cada um mostrando seu olhar de leitor.
6.Qual palavra de confrade você gostaria de conhecer um pouco mais aqui?
A palavra de Claudio Levitan
A palavra de Claudio Levitan
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Nosso seminário sob o olhar do Carlos Augusto
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Nós na Feira
nosso seminário e nossas atividades receberam muito elogios na Feira. Ontem, o Pedro Bandeira destacou a importância de atividades e de encontros como os nossos, a fim de colocar a Literatura Infanto-Juvenil em seu merecido lugar. Vamos lutando e acreditando, afinal esse ano o Carlos Urbim, como patrono da 55ª Feira de Porto Alegre, de certa forma é a concretização de um desejo a muito pensado por quem produz para crianças e para adolescentes.
E por falar na Feira, marcamos presença também na Revista da Feira. Estamos na página 24. O endereço da revista eletrônica segue abaixo e no estande de informações da Feira há disponível a revista em papel.
Vocês podem acessar o conteúdo da publicação pelo link http://www.feiradolivro-poa.com.br/revista.php .
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
2º Sarau da Confraria Reinações
Click no link abaixo e veja uma amostra do que foi o 2º Sarau da Confraria Reinações.
http://www.youtube.com/watch?v=7GvBFpkusHM
http://www.youtube.com/watch?v=7GvBFpkusHM
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Seminário da Confraria Reinações na 55ª Feira do Livro de Porto Alegre
Seguem abaixo as datas e temas do 1º Seminário da CONFRARIA REINAÇÕES na Feira do Livro de Porto Alegre.
POR QUE LER OS CLÁSSICOS DA LITERATURA INFANTIL E JUVENIL
4/nov
19h* Palestra de abertura - Por que ler os clássicos? com Ninfa Parreiras e mediação de Elaine Martiza
Casa do Pensamento
6/nov
19h* Encontro Reinações de Narizinho: Mergulho no Reino das Águas Claras com Marô Barbieri e Ana Maria Marshal
Ducha das Letras
9/nov
19h* Encontro Peter Pan: Viagem à Terra do Nunca com Jacira Fagundes e Caio Riter
Ducha das Letras
11/nov
19h* Encontro Pinóquio: Viagem em busca do humano com Hermes Bernardi Jr. e Dilan Camargo
Ducha das Letras
14/nov
19h* 3º Encontro da Confraria Reinações na Feira do Livro de Porto Alegre
Ducha das Letras
Solicite inscrição pelo e-mail visitacaoescolar@camaradolivro.com.br
Câmara Rio-Grandense do Livro
55ª Feira do Livro de Porto Alegre
http://www.feiradolivro-poa.com.br/
51-32255096
POR QUE LER OS CLÁSSICOS DA LITERATURA INFANTIL E JUVENIL
4/nov
19h* Palestra de abertura - Por que ler os clássicos? com Ninfa Parreiras e mediação de Elaine Martiza
Casa do Pensamento
6/nov
19h* Encontro Reinações de Narizinho: Mergulho no Reino das Águas Claras com Marô Barbieri e Ana Maria Marshal
Ducha das Letras
9/nov
19h* Encontro Peter Pan: Viagem à Terra do Nunca com Jacira Fagundes e Caio Riter
Ducha das Letras
11/nov
19h* Encontro Pinóquio: Viagem em busca do humano com Hermes Bernardi Jr. e Dilan Camargo
Ducha das Letras
14/nov
19h* 3º Encontro da Confraria Reinações na Feira do Livro de Porto Alegre
Ducha das Letras
Solicite inscrição pelo e-mail visitacaoescolar@camaradolivro.com.br
Câmara Rio-Grandense do Livro
55ª Feira do Livro de Porto Alegre
http://www.feiradolivro-poa.com.br/
51-32255096
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Dois confrades no PNBE

Parabéns ao confrades Dilan Camargo e Hermes Bernardi Jr. Seus livros Brincriar (Prêmio Açorianos/2008) e E um rinoceronte dobrado (finalista do Prêmio Jabuti/2009) foram selecionados pelo PNBE. Excelente chancela de qualidade, sem contar na ampliação de leitores que tal seleção implica. Os livros de nossos confrades serão distribuídos pelas escolas de todo o país.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Palavra de confrade 7: Elaine Maritza da Silveira
Este Palavra de confrade é especial. Nele, quebramos um pouco a estrutura com a qual estamos acostumados e perguntamos à confrade Elaine Maritza da Silveira, editora da Artes e Ofícios, responsável, sobretudo, pela linha editorial infanto-juvenil, sobre a questão-tema do 1º Seminário da REINAÇÕES na Feira de Porto Alegre: Por que ler os clássicos infanto-juvenis? Na mesa de abertura, que contará com as escritoras Ninfa Parreiras e Márcia Leite, Elaine será a mediadora.(Na foto, Elaine com Carlos Heitor Cony, autor de O mistério das aranhas verdes, debatido na Confraria Reinações)
1. Afinal, por que ler os clássicos da literatura infantil?
A leitura dos clássicos é o contato com a tradição. Colocar o texto clássico na mão do jovem e da criança é prepará-los para compreender a literatura de seu tempo, transformando-os em leitores mais capazes. Estabelecer o diálogo entre a literatura contemporânea e os textos clássicos leva à compreensão de que a literatura é também patrimônio cultural e que é a partir desse legado que se construiu o que é a literatura de hoje. É importante que se tenha a clareza — e que se possa mostrar isso às crianças e aos jovens — de que o texto que tem valor literário e permanece no tempo é aquele que trata da condição humana e, por isso, não perde o valor com o passar dos anos e mesmo dos séculos. As questões inerentes ao ser humano são universais, e o tempo não faz com que percam a atualidade. Muda o contexto, mas as paixões humanas, os dramas continuam os mesmos.
2. O Seminário vai abordar histórias como Reinações de Narizinho, Peter Pan e Pinóquio? Por que essas obras foram escolhidas?
Essas obras foram escolhidas pelo valor estético e pelo valor que tiveram e têm na história, na evolução e na consolidação da literatura para crianças. São textos que, embora tenham sido escritos há muito tempo, são atuais naquilo que trazem sobre a infância, a capacidade de imaginar e a valorização do universo infantil.
3.Como são esses encontros da Reinações para você?
Os encontros buscam discutir, debater os textos sem nenhum compromisso acadêmico ou com qualquer vertente ou escola. São debates que partem de questionamentos e proposições, num primeiro momento, daquele que coordena e em seguida de qualquer participante que sinta o desejo de se manifestar.
A cada encontro debate-se um livro — que foi escolhido pelo grupo com antecedência e lido para o encontro — e um coordenador faz uma breve apresentação e lança questões a serem debatidas segundo sua percepção de leitor. Os destaques são feitos a partir da leitura do coordenador e daquilo que ele entende que deve ser debatido. Depois disso, o rumo que o debate vai tomar é sempre uma incógnita: há os livros que geram polêmica e outros que são debatidos sem muita paixão.
4. Qual é a importância desse 30º encontro?
O 30º encontro revela que a Confraria está consolidada. São 2 anos e meio de encontros que aconteceram todos os meses, sem nenhuma interrupção, reunindo pessoas cheias de compromissos, que uma vez por mês dão uma parada pra conversar sobre textos de literatura infantil e juvenil. E que ao longo do mês se envolveram com a leitura do livro. A cada encontro fica evidente a importância que essa literatura teve — tem! — na formação dos leitores. Principalmente nos encontros que discutem textos clássicos, há sempre o relato de algum confrade que fala sobre a importância que tal livro teve na sua infância ou adolescência, do quanto o marcou, etc. E quantas vezes foi a partir de um livro lido na infância ou na adolescência que alguém se tornou leitor? Muitas! Eu mesma me tornei leitora lá pelos 8 ou 9 anos, quando abri uma caixa de livros que chegou na minha casa e tomei nas mão O picapau amarelo, do Monteiro Lobato. O prazer e o encantamento de experimentei lendo aquele livro, conhecendo aquelas personagens — e passando a viver com elas o meu dia a dia de criança — foram fundamentais para que eu escolhesse ser leitora. Ser leitora significava poder experimentar de novo e de novo, e sempre que eu quisesse, aquele prazer e aquele encantamento e poder viver aquelas aventuras todas — e sentir muito medo do que poderia acontecer — sem correr riscos. Eu sabia que podia até sofrer, chorar, mas sempre saía inteira. Eu ainda não sabia, mas sempre saía melhor — e mais humana — a cada leitura.
5. Que palavra de confrade você gostaria de conhecer? A palavra de Nóia Kern.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
2º SARAU DA REINAÇÕES
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Palavra de Confrade 6: Rodrigo Barcelos
Rodrigo Barcellos já participa há alguns encontros da Reinações, sendo inclusive o coordenador de nosso próximo debate: O menino do dedo verde, de Maurice Druon. Rodrigo é contista, tendo algumas premiações em concursos literários, como o Leverdógil de Freitas e o Mario Quintana-Sintrajufers. Neste palavra de confrade, Rodrigo partilha conosco algumas de suas ideias sobre esse universo fascinante que é a literatura infanto-juvenil.1 – Em que aspectos, na sua opinião, a literatura infanto-juvenil reina?
A literatura feita para crianças e adolescentes tem uma forma única de reinar. Reina motivada pala abertura de caminhos desconhecidos, que, a cada página virada, além de formar uma nova mentalidade - e esse é o aspecto fundamental da literatura para crianças - torna os caminhos mais conhecidos.
2 – Dos 29 encontros que a Confraria Reinações promoveu, qual foi mais marcante para você?
Foi o 26º encontro, no dia 16/06, coordenado por mim, com a análise do livro A Ilha do Tesouro, de R.L. Stevenson. Escritores, professores, colunistas e editores (as) já coordenaram outros encontros e são presenças constantes nos demais. E para mim, um iniciante no meio literário, mas não no Mundo literário, foi um aprendizado e tanto.
3 – Percebe-se, ainda hoje, certo preconceito em relação à literatura infanto-juvenil. Na sua concepção, por que isso ocorre?
Eu diria que o preconceito é falta de informação, falta de leitura e de conhecimento mediante ao que é e ao que foi produzido na área infantil e infanto-juvenil. E ainda existe aquilo de “não li não gostei”, também por isso fala-se e julga-se muito, sem antes ter um conhecimento prévio.
4 – Como você avalia o mercado editorial voltado à criança e ao adolescente?
Há no mercado inúmeros títulos em literatura infanto-juvenil, porém nem todos de e com qualidade. E qualidade se consegue com bons textos de bons autores, desde Esopo e La Fontaine e Andersen, até os dias de hoje, com Lobato e mais recente com Ruth Rocha, Sylvia Orthof e o nosso confrade Caio Riter.
5 – Que dica de leitura você daria aos confrades da Reinações?
Na verdade são algumas dicas. Os já citados na pergunta anterior. Mas tem um de que gostei muito, é daqueles livros que emociona quem os lê, e comigo não foi diferente. É a história de um menino na maioridade de seus 14 anos, mas com o futuro incerto, pois tem leucemia e precisa de um transplante de medula. Com nome de gente Grande, Alexandre enfrenta essa incerteza, recorda muitas coisas e planeja outras. Para saber mais só lendo o livro Tempo de Surpresas, de Caio Riter, Edições SM.
6 – Ser confrade é trocar ideias sobre os mais diferentes livros debatidos, cada um mostrando seu olhar de leitor. Qual palavra de confrade você gostaria de conhecer um pouco mais aqui?
Gostaria de conhecer e aprender mais com a palavra da confrade Elaine Maritza, professora, editora e conhecedora – das melhores – tanto de literatura adulta como da literatura infanto-juvenil.
Uma noite na biblioteca
A confrade Elaine Maritza envia matéria interessante sobre o uso da biblioteca como espaço de ludismo e de descoberta da leitura. Vale a pena ler.
Passando a noite em uma biblioteca em Portugal
Dormir na morada dos livros: uma aventura vivida por uma turma de portugueses
Taynar Costa (novaescola@atleitor.com.br), de Seixal, Portugal
No fim da tarde de um sábado de maio, os funcionários da Biblioteca Municipal de Seixal, a 30 quilômetros de Lisboa, organizavam as estantes de livros. Embora esse fosse o procedimento-padrão antes de encerrar o expediente, naquele dia a arrumação tinha outro motivo: receber um grupo de 20 meninos e meninas, entre 8 e 11 anos, que iriam passar a noite ao lado dos livros. Oito e meia da noite era a hora marcada para começar a exploração de um ambiente repleto de saberes, com muita leitura e contação de histórias, e que só terminaria na manhã seguinte.
Ao chegar, para que todos se conhecessem, nada de apresentações formais. Os pequenos preencheram os crachás uns dos outros. Enquanto Diogo, o mais velho do grupo, fazia o de Beatriz, ela revelou uma de suas leituras preferidas: a poesia portuguesa de José Jorge Letria. Sabe por quê? "Porque ele me faz sentir bem", explicou, do alto de seus 8 anos.
Com todos já devidamente identificados, começou uma correria pelo ambiente. Como se estivessem em uma caça ao tesouro, as crianças seguiam pistas e procuravam por respostas para as questões escritas em fichas que tinham em mãos. Tratava-se de um desafio -- ou melhor, um peddy-paper, como se diz em Portugal -- para descobrir como é organizada e funciona uma biblioteca. Regras decifradas e normas esclarecidas, hora de vestir o pijama, arrumar os sacos de dormir e ouvir histórias para embalar o sono e, quem sabe, alimentar os sonhos. Caprichando na entonação, a bibliotecária Susana Filipe leu O Incrível Rapaz Que Comia Livros, obra escrita pelo australiano Oliver Jeffers. Quando a leitura terminou, Tomáz, 11 anos, lá no fundo da sala, gritou: "Mais uma, mais uma! Pode contar mais 1,5 bilhão de histórias!" Pedido atendido: com as luzes apagadas, Susana leu A Grande Questão, do alemão Wolf Erlbruch. Um a um, os pequenos adormeceram. No dia seguinte, assim que acordaram, as meninas correram a se enfeitar com presilhas e tiaras. Os meninos lotaram as mãos com gel para domar os cabelos rebeldes. Tudo muito rápido porque ninguém queria desperdiçar um só minuto da programação de domingo. Depois do desjejum, mais uma história - dessa vez, de autoria da brasileira Ana Maria Machado: O Pavão do Abre-e-Fecha. O enredo alimentou o desejo da turma de se perder entre as estantes da biblioteca à procura de novos títulos. "É importante que as crianças também possam escolher livremente para que a leitura seja significativa", disse a bibliotecária Carla Gomes. Ao seu lado, a funcionária Maria Elizabete Ferreira, que também passou a noite em claro velando o sono da garotada, confessou que para ela a recompensa do projeto está guardada para o futuro. "Esperamos que, depois de crescidos, todos esses estudantes se lembrem dessa noite e saibam que uma biblioteca é um espaço de aprendizagem." Pelos corredores do prédio, enquanto os pequenos arrumavam as mochilas para voltar para casa, era possível ouvir suas vozes, ecoando "Vitória, vitória, acabou-se a história!", uma frase típica portuguesa que marca o fim dos contos infantis neste lado do oceano.
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Passando a noite em uma biblioteca em Portugal
Dormir na morada dos livros: uma aventura vivida por uma turma de portugueses
Taynar Costa (novaescola@atleitor.com.br), de Seixal, Portugal
No fim da tarde de um sábado de maio, os funcionários da Biblioteca Municipal de Seixal, a 30 quilômetros de Lisboa, organizavam as estantes de livros. Embora esse fosse o procedimento-padrão antes de encerrar o expediente, naquele dia a arrumação tinha outro motivo: receber um grupo de 20 meninos e meninas, entre 8 e 11 anos, que iriam passar a noite ao lado dos livros. Oito e meia da noite era a hora marcada para começar a exploração de um ambiente repleto de saberes, com muita leitura e contação de histórias, e que só terminaria na manhã seguinte.
Ao chegar, para que todos se conhecessem, nada de apresentações formais. Os pequenos preencheram os crachás uns dos outros. Enquanto Diogo, o mais velho do grupo, fazia o de Beatriz, ela revelou uma de suas leituras preferidas: a poesia portuguesa de José Jorge Letria. Sabe por quê? "Porque ele me faz sentir bem", explicou, do alto de seus 8 anos.
Com todos já devidamente identificados, começou uma correria pelo ambiente. Como se estivessem em uma caça ao tesouro, as crianças seguiam pistas e procuravam por respostas para as questões escritas em fichas que tinham em mãos. Tratava-se de um desafio -- ou melhor, um peddy-paper, como se diz em Portugal -- para descobrir como é organizada e funciona uma biblioteca. Regras decifradas e normas esclarecidas, hora de vestir o pijama, arrumar os sacos de dormir e ouvir histórias para embalar o sono e, quem sabe, alimentar os sonhos. Caprichando na entonação, a bibliotecária Susana Filipe leu O Incrível Rapaz Que Comia Livros, obra escrita pelo australiano Oliver Jeffers. Quando a leitura terminou, Tomáz, 11 anos, lá no fundo da sala, gritou: "Mais uma, mais uma! Pode contar mais 1,5 bilhão de histórias!" Pedido atendido: com as luzes apagadas, Susana leu A Grande Questão, do alemão Wolf Erlbruch. Um a um, os pequenos adormeceram. No dia seguinte, assim que acordaram, as meninas correram a se enfeitar com presilhas e tiaras. Os meninos lotaram as mãos com gel para domar os cabelos rebeldes. Tudo muito rápido porque ninguém queria desperdiçar um só minuto da programação de domingo. Depois do desjejum, mais uma história - dessa vez, de autoria da brasileira Ana Maria Machado: O Pavão do Abre-e-Fecha. O enredo alimentou o desejo da turma de se perder entre as estantes da biblioteca à procura de novos títulos. "É importante que as crianças também possam escolher livremente para que a leitura seja significativa", disse a bibliotecária Carla Gomes. Ao seu lado, a funcionária Maria Elizabete Ferreira, que também passou a noite em claro velando o sono da garotada, confessou que para ela a recompensa do projeto está guardada para o futuro. "Esperamos que, depois de crescidos, todos esses estudantes se lembrem dessa noite e saibam que uma biblioteca é um espaço de aprendizagem." Pelos corredores do prédio, enquanto os pequenos arrumavam as mochilas para voltar para casa, era possível ouvir suas vozes, ecoando "Vitória, vitória, acabou-se a história!", uma frase típica portuguesa que marca o fim dos contos infantis neste lado do oceano.
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terça-feira, 15 de setembro de 2009
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
29º REINAÇÕES-POA E 3º REINAÇÕES-CAXIAS
Mais uma vez nossa confrade londrina, Carla Laidens, se superou na elaboração dos convites. Agora, é esperar o debate e descobrir se ele terá o tom dos filmes americanos.
Confrade Jacira Fagunde convida
CONVITE
Histórias que Pintam
Na Saraiva Iguatemi
Amanhã, sábado, dia 12 de setembro, às 16 horas, na Livraria Saraiva do Shopping Iguatemi, vou estar desenvolvendo com a criançada uma oficina legal.
Histórias Que Pintam vai contar a história do Menino do Livro, fazer a leitura do texto e das ilustrações, proporcionar atividade de criação de uma ilustração para a história, e convidar o público infanto-juvenil para participar do I Concurso Menino do Livro.
Vai haver papel, variedade de lápis de cor e de cera à disposição.
Tragam seus pequenos para esta tarde de diversão que promete.
Espero vocês,
Jacira Fagundes
Escritora
www.jacirafagundes.com
Histórias que Pintam
Na Saraiva Iguatemi
Amanhã, sábado, dia 12 de setembro, às 16 horas, na Livraria Saraiva do Shopping Iguatemi, vou estar desenvolvendo com a criançada uma oficina legal.
Histórias Que Pintam vai contar a história do Menino do Livro, fazer a leitura do texto e das ilustrações, proporcionar atividade de criação de uma ilustração para a história, e convidar o público infanto-juvenil para participar do I Concurso Menino do Livro.
Vai haver papel, variedade de lápis de cor e de cera à disposição.
Tragam seus pequenos para esta tarde de diversão que promete.
Espero vocês,
Jacira Fagundes
Escritora
www.jacirafagundes.com
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