segunda-feira, 22 de março de 2010

sábado, 20 de março de 2010

Próximas Leituras

Confrades,
abaixo seguem as leituras para os nossos próximos debates. Lembrando que, em abril, a Reinações Porto Alegre comemora três anos de atividades ininterruptas. Vamos celebrar!
ABRIL - O apanhador no campo de centeio, de D.J.Sallinger


MAIO - Ponte para Terabítia, de Katherine Paterson


JUNHO - É tarde para saber, de Josué Guimarães

terça-feira, 16 de março de 2010

Notícia no Pioneiro,de Caxias

15/03/2010 N° 10686

LITERATURA
Participação é aberta ao público


A participação no encontro da Confraria Reinações é gratuita e aberta ao público. Não é necessário fazer inscrição, nem ter lido todos os livros, nem ter participado outras vezes. Quem se interessar pode ir ao local do encontro, a Do Arco da Velha Livraria e Café (Rua Os 18 do Forte, 1.690, no Centro), às 19h30min desta terça-feira.
A articuladora da Confraria, a contadora de histórias e escritora Heloisa Bacichette, conta que o grupo surgiu em julho do ano passado, a partir de um encontro com o escritor Caio Riter, que coordena a Confraria Reinações de Porto Alegre.
Desde então, foram oito encontros (o de amanhã será o nono), sempre na terceira terça-feira do mês. A ideia é reunir amantes da leitura para trocar experiências sobre livros infantis e infanto-juvenis.
– Muitas vezes não se percebe o quanto a literatura infantil pode ser profunda, o quanto ela trata de questões da vida e do mundo – diz Heloisa.
Os encontros geralmente debatem os mesmos livros que a confraria-mãe, com os participantes das duas cidades se revezando na sugestão dos títulos. Também é mantido um blog comum, o http://confrariareinacoes.blogspot.com.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Próximos planos

Confrades,
seguem algumas notícias:
1. Em nosso próximo encontro, sob a coordenação da Zilá Mesquita, estaremos conversando sobre a obra infanto-juvenil de Clarice Lispector. São quatro livros infantis: Quase de verdade, A vida íntima de Laura, O mistério do coelho pensante e A mulher que matou os peixes. O encontro ocorrerá no dia 16/03, mesma bat-hora, mesmo bat-canal.
Na Letras e Cia, ainda há alguns exemplares à disposição e com desconto para os confrades.No site http://portugues.seed.pr.gov.br/arquivos/File/ClariceLispector(1).pdf está disponível o livro A vida íntima de Laura em PDF. Texto integral e com ilustras.

2. Já está no ar o PALAVRA DE CONFRADE 10. Desta vez, quem compartilha seus pensamentos com a gente é a Diana Corso. Deem uma olhada, vale a pena.

3 . No dia 24/04, em comemoração ao Dia do Livro, estaremos realizando o nosso 3º Sarau. Será às 16h30min, na Letras. Maria Inês já tá incentivando seus alunos a participarem. Vamos participar também, lendo ou ouvindo textos feitos para crianças e adolescentes.

4. Nos dias 22, 23 e 24/04, em parceria com a Biblioteca Lucília Minsen, da CCMQ, estaremos reeditando o seminário POR QUE LER OS CLÁSSICOS JUVENIS. Será o mesmo apresentado na Feira de 2009.
Dia 22 - Por que ler os clássicos juvenis? com Elaine Maritza da Silveira
Reinações de Narizinho: um mergulho no Reino das Águas Claras, com Marô Barbieri, Christian David e Zilá Mesquita

Dia 23 - Pinóquio: uma viagem em busca do humano, com Hermes Bernardi Jr e Dilan Camargo

Dia 24 - Peter Pan: um voo à Terra do Nunca, com Caio Riter e Jacira Fagundes

terça-feira, 9 de março de 2010

Dia do contador de histórias

Alguns confrades estarão participando do evento comemorativo ao Dia do Contador de Histórias, promovido pela Biblioteca Lucília Minsen, no dia 19 de março. Abaixo, programação.

Programação
MARATONA DE HISTÓRIAS INFANTIS – Durante todo o dia haverá sessões de contação de histórias para alunos de escolas e público em geral .
As escolas interessadas em participar do evento deverão fazer agendamento.
Rodadas de historias:
9h: Três tigres com Mario Pirata
9h30- Os Amigos de Elvira com Paulo Bocca
10h: Leo e Albertina com Fabia Barbosa e Adriana Medeiros
10h30- É verdade: um causo de pescador com Monika Papesku
14h: Historia populares para crianças com Grupo Quem conta um conto .
14h30- O baile das portas com Marô Barbieri.
15h: Pra lá e pra cá com Caio Riter.
15h30- Liliput de sorvete e chocolate com Hermes Bernardi Junior.
Local: Sala A2B2 – 2º andar da CCMQ
Ingresso: R$ 5,00 por rodada - Ingresso por turno: R$ 10,00
Ingresso Maratona de historias ; R$ 20,00

Historias para adultos das 17h às 18h30 – Sala C2
Espaço livre para contadores de historias .

OFICINAS:
Do concreto ao abstrato no teatro de bonecos, formas e objetos.
com o Grupo Camaleão Teatro de bonecos.
Do boneco concreto ao abstrato na contação de histórias. Uma previa apresentação de teatro de bonecos, já trazendo uma referencia do concreto até o abstrato. Sensibilidade dos materiais, o que eles por si representam. Construção de uma idéia e a transformação da idéia para a historia. Construção dos personagens e do ambiente ou cenário onde vive o personagem. Construção do agente que fará o desenvolvimento da historia.
Ensaio. Apresentação para os colegas e afinação das ações com as intenções da historia. Apresentação para o grande grupo.
Ministrante: Tânia de Castro e João Vasconcelos
Horário: 9h as 12 e 14h às 17h
Inscrição: R$ 30,00
Local: Sala Pé de Pilão na Biblioteca Lucilia Minssen

O corpo também conta historia com Celso Sisto .
O uso do corpo na arte de contar histórias . Exercícios para melhorar a plasticidade corporal. A exploração do texto e do corpo, mediados pela emoção.
Ministrante: Celso Sisto.
Horário: turma da manhã das 9h as 12h ou turma da tarde 14h as 17h
Inscrição: R$ 25,00
Local: Sala Lili Inventa o Mundo – 5ª andar

PAINEL: “ O PODER E A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS”
18:30- – O Fio da palavra narrativa : A formação dos contadores de historias do projeto Fio da palavra (PUC-RS), com Celso Sisto
18:50- Diversidade cultural na área de contação de histórias com Sandra Remedi
19:10- Leitura & Contação com
Marô Barbieri
19h30-Contar Historias na Escola Não é Historia de Terror com Paulo Bocca
19h50- A contação de historias como ritual com Lívia Petry
20:10- A contação de historia como espetáculo com
Hermes Bernardi
Coordenação geral: Marilia Sauer Diehl – Diretora da Biblioteca Lucilia Minssen
20:30 – Confraternização e entrega dos certificados
Local: Sala A2B2 – 2º andar Casa de Cultura Mario Quintana.

Inscrição do Painel: R$ 15,00. e R$ 10,00 para estudantes .
Haverá certificado de participação.

Reservas e inscrições do evento na biblioteca ou através de deposito bancário na conta da Associação Amigos da Biblioteca Lucilia Minssen : Banrisul – Agencia 0839 – conta nº 41.852295.0-0

sexta-feira, 5 de março de 2010

Palavra de confrade 10 - Diana Corso

Diana Lichtenstein Corso nasceu em Montevidéu e, atualmente, vive em Porto Alegre. É psicanalista, membro da APPOA (Associação Psicanalítica de Porto Alegre)Formada em psicologia pela UFRGS, trabalhou com crianças e no campo dos problemas de desenvolvimento infantil. Atualmente atende jovens e adultos em seu consultório particular. É colunista do Segundo Caderno do jornal Zero Hora e da Revista TPM. É autora de Fadas no Divã: psicanálise nas histórias infantis (Ed. Artmed), em parceria com seu marido Mário Corso. abaixo, Diana compartilha com os confrades da Reinações seu pensamento sobre literatura, psicanálise, formação de leitores.

1.Em que aspectos, na sua opinião, a literatura infanto-juvenil reina?
Ela reina, porque é a mãe não somente do leitor que um dia nos tornaremos, mas também de todo o universo onírico que carregamos vida afora. Fabricamos nossos próprios sonhos e fantasias; nosso artista interior não cessa de trabalhar, mas suas criações são formatadas pelas histórias que se escutou, leu ou assistiu. Neste caso, não restrinjo a literatura aos livros, já que toda história, mesmo que vire filme, peça, desenho animado ou série de televisão, em primeiro lugar, foi escrita. A criatividade é sedenta de fontes e quanto mais criativos formos menos precisaremos de pensamentos e soluções imediatos e prontos. Estas últimas podem tomar a forma do simples consumismo medíocre ou mesmo da imbecilidade fascista. A literatura infanto-juvenil reina tanto quanto conseguirmos seres humanos mais interessantes, e sua falta é origem da pobreza de espírito.

2 – Dos 34 encontros que a Confraria Reinações promoveu, qual foi mais marcante para você? Por quê?
Entre os que estive presente, menos do que gostaria, serei sempre grata à discussão que tivemos sobre História sem fim, de Michel Ende. Estava escrevendo sobre essa obra e poder trocar ideias com gente grande (em todos os sentidos) e séria sobre um livro infanto-juvenil é uma experiência rara à qual poucos adultos se entregam. Só falam sério de Machado de Assis para cima. O clima da Confraria é delicioso porque é possível também dizer “gostei”, “detestei”, “peguei no sono”, “não conseguia largar” e, a partir dessa sinceridade, tirar conclusões, elaborar sobre esse efeito.

3 – Qual a relação entre Psicanálise e Literatura, quando se pensa a escrita feita para crianças e adolescentes? Um bom livro propicia "revoluções interiores"?
Freud já dizia que nós, psicanalistas, corremos atrás de explicar, mal, tudo aquilo que os escritores já disseram bem melhor do que nós. Os psicanalistas também trabalham com seu inconsciente, mas quem cria é o paciente. Já a leitura psicanalítica de qualquer obra artística, na melhor das hipóteses, é um ensaio sobre a relação daquela pessoa, que é um psicanalista, com aquele livro, filme, quadro, peça, programa de televisão, o que for. A elaboração teórica tem que partir daquilo que nos tocou, só assim encontraremos algo para dizer a respeito. Nesse sentido, guarda algum parentesco com o próprio ato da criação, porque a escolha do tema e da obra acaba sendo sintomática, deixando espaço para a determinação inconsciente. Depois disso, bem, o psicanalista falará daquilo em sua linguagem, com seus instrumentos, como faria um historiador, um antropólogo, um crítico de arte com os seus.

4 – Quando você lê um texto produzido para criança ou para adolescente o que você quer encontrar?
Um exercício literário que seja, de verdade, a expressão artística daquilo que o autor não consegue deixar de dizer. Jamais uma intenção pedagógica. Quando se quer ensinar algo, faça-se um pequeno ensaio, que pode ser colocado em termos bem simpáticos e até lúdicos, mas é texto paradidático. Literatura é compulsão, mesmo quando se escreve para crianças.

5. Em que medida a literatura fantástica apela ao coração dos leitores menores (e também maiores)?
A literatura fantástica está mais próxima do sonho do que uma produção mais realista ou dramática. Ela será tanto melhor quanto for fiel à linguagem onírica. Alice no País das Maravilhas é uma prova que mesmo uma obra que preserve a estrutura maluca dos sonhos mais sem pé nem cabeça pode tocar sucessivas gerações de leitores se for bem feita.

6 - Que dica de leitura você daria aos confrades da Reinações?
Jorge Luis Borges, um leitor fantástico. Pela sua possibilidade de fazer da condição de leitor um personagem.

7.Qual palavra de confrade você gostaria de conhecer um pouco mais aqui?
A palavra de Miriam Obino, porque ela enxerga quadros no que lê.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Dois confrades no Catálogo de Bolonha 2010

Dois confrades, um antigo e um novo, estão presentes, com seus livros, no Catálogo de Bolonha desse ano. São eles: Caio Riter com A formação do leitor literário em casa e na escola (Editora Biruta) e Simone Saueressig com A Estrela de Iemanjá (Cortez Editora). O Catálogo de Bolonha é organizado pela FNLIJ e reúne livros que representam o Brasil na conceituada feira que neste ano acontece de 23 a 25 de março. Parabéns, amigos! Vocês merecem!


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Comemoração do Dia do Contador de Histórias

Recebemos convite da Marília Diel, responsável pela Biblioteca Lucília Minsen, que tem sede na casa de Cultura Mario Quintana, talvez a biblioteca que mais investe em atividades para além do mero empréstimo de livros. A Lucília Minsen, sob a coordenação da Marília, está sempre inventando atividades, a fim de divulgar a literatura infanto-juvenil e de qualificar o trabalho de professores com a leitura. Pois no dia 19, estarão ocorrendo seminário, cursos e maratona de contação de histórias, destinadas às crianças e aos adultos que apreciam ouvir boas narrativas. Alguns confrades estarão envolvidos com as atividades: Hermes Bernardi Jr, Marô Barbieri, Jacira Fagundes, Caio Riter...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Nós no Roedores

Confrades, somos notícia no blog dos Roedores de Livros. O Tino Freitas mais Cia divulgam a literatura feita pra crianças e adolescentes. Vale a pena visitá-los. Segue o endereço: http://roedoresdelivros.blogspot.com/

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Mia Couto

Em recente entrevista para a Revista da Cultura, o escritor moçambicano Mia Couto, ao ser perguntado sobre qual o gênero é de mais difícil escrita, respondeu o que segue:

Qual dos gêneros é mais difícil? O infantil, sem dúvida. Porque não sei pensar esse gênero e me custa acreditar que se escreve para crianças. A idéia de que elas pedem uma escrita simplificada é uma tentação fácil, mas profundamente arrogante. Nessa escrita, percebemos que não sabemos falar com a infância que ainda vive em nós.

A íntegra da entrevista pode ser acessada em http://www2.livrariacultura.com.br/culturanews/rc19/index2.asp?page=entrevista

domingo, 31 de janeiro de 2010

Formigas premiadas

Pessoal,


recebo notícia vinda de Caxias, através da nossa confrade Helô Bacichette, de que o texto Formigas (Ed.Paulus), de autoria da confrade caxiense Elaine Pasquali Cavion, recebeu o Prêmio Cutia/2009, concedido pelo grupo Roedores de Livros. Parabéns, Elaine. Grande estreia no universo da LIJ. Que venham mais e mais histórias, capazes de encantarem leitores e crítica.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Palavra de Confrade 9: Cláudio Levitan

O Confrade Cláudio Levitan é arquiteto, com mestrado e tudo o mais, porém desenvolve atividades com Arte. É músico, ator, dramaturgo, cartunista e escritor. Autor dos livros O porão misterioso (Prêmio Açorianos/2001), Pimenta do reino em pó (ambos editados pela L&PM), e Porto Alegre no livro das crianças perdidas, recentemente lançado pela Artes e Ofícios. Além disso, também adaptou para o teatro e para quadrinhos o livro Pé de Pilão, de Mario Quintana. Abaixo, o que o confrade pensa sobre literatura e arte. Confira.

1. Em que aspectos, na sua opinião, a literatura infanto-juvenil reina?
No mundo da fantasia.

2 – Dos 32 encontros que a Confraria Reinações promoveu, qual foi mais marcante para você? Por quê?
O encontro sobre o livro História sem fim, de Michael Ende, foi muito importante para mim e mostrou aspectos da obra que não tinha percebido numa primeira leitura. Ao reler o livro, passei a considerá-lo uma grande fonte de descobertas, entre elas, a da importância da fantasia no imaginário do ser humano, especialmente, no período em que ele se torna um indivíduo social e se insere no mundo adulto. O círculo eterno na busca do significado da vida que se retoma numa infinita construção de um mesmo e único livro chamado HUMANIDADE.
3 – Para você que, além de ser escritor, é músico, dramaturgo e ator, qual é o papel da Arte na vida de uma criança ou de um jovem?
É justamente através da arte que as crianças iniciam seu contato com o mundo, na arte das brincadeiras. Arte é brincar. Talvez se possa dizer que são os adultos que não devem parar de brincar, nem devem proibir as crianças de fazê-lo. Porque está nesse caminho lúdico, a forma mais saudável de se aprender, de se preparar para o futuro, ampliando os olhares e se encorajando para novas descobertas.Privar as crianças e os jovens da Arte é esvaziar o sentido das suas vidas.

4 – O que você prioriza na escrita (e também na leitura) de um texto produzido para criança ou para adolescente? Há alguma preocupação especial?
A fantasia. Nela está o pacto em nome da criatividade do autor e do leitor. O prazer de viajar nos diversos sentidos das palavras, na descoberta da reinvenção do mundo e na permanente subversão dos sentidos que ampliam o nosso olhar sobre os outros e sobre nós mesmos.

5 - Que dica de leitura você daria aos confrades da Reinações?
O Senhor da Foice, de Terry Pratchett (Ed. Conrad).
6.Qual palavra de confrade você gostaria de conhecer um pouco mais aqui?
Gostaria de ler as palavras de Diana Corso.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Homenagem à Nóia Kern

No jantar de confraternização e posse da nova diretoria da AGES (Associação Gaúcha de Escritores), da qual fazem parte os confrades Marô Barbieri, Sérgio Napp e Christian David, a confrade Nóia Kern foi homenageada com o título de sócia honorária, em virtude do tanto de atividades de promoção da leitura e da literatura no Rio Grande do Sul. São vários anos de trabalhos que visam a levar, cada vez mais, os livros aos corações de crianças, de adolescentes e de professores, a fim de que todos possam experimentar a alegria, a dor e o prazer de ser leitor.
Valeu, Nóia. Ficamos felizes por ti e contigo.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

E vem aí 2010

2009 terminou com saldo positivo para a nossa Reinações. Tava em casa, nesta temperatura agradável de janeiro, pensando sobre o tanto de atividades de qualidade com que a confraria se envolveu no ano que passou. Elenquei algumas que minha memória permitiu. Acho que dei conta de todas, mas se alguém lembrar de mais alguma, dê um toque.

1. ONZE encontros regulares na Letras e Cia;
2. UM encontro especial durante a Feira do Livro de Porto Alegre;
3. Atividades foram estendidas para Caxias do Sul, onde em janeiro será realizado o 7º Encontro;
4. Seminário Por que ler os clássicos, durante a Feira do Livro de Porto Alegre;
5. DOIS saraus litero-musicais: um em homenagem ao dia das crianças e outro ao dia do livro;
6. Organização e coordenação da mesa: Poesia infantil e letra de música, durante a FESTPOA;
7. Citação em crônica de Diana Corso publicada na Zero Hora (Há cópia aqui no blog).


E isso graças aos incansáveis e animados confrades que, desde o primeiro encontro, não medem esforços para, haja frio, chuva ou calor, se reunirem para um bate-papo (umas vezes mais acalorado; outras menos) sobre a arte de contar uma boa história, sobre Literatura.

Agradecimentos a todos os confrades que se fizeram presentes nos encontros, que fizeram indicações de leitura, que divulgaram a confraria, especialmente àqueles que se prontificaram a coordenar os debates e a participar das diferentes atividades e àqueles que deram sua Palavra de Confrade, colaborando com a discussão sobre o fazer literário e a leitura. Agradecimentos especiais à Carla Laidens, que sempre nos presenteia com os convites vindos diretos de Londres, ao Gustavo Hickman, pela gentileza de nos ceder o espaço da Letras e Cia para nossos encontros, à Sônia Zanchetta (da CRL) que acolhe nossas atividades com animação e carinho, à Maria Inês Borne, que anima seus alunos para abrilhantarem nossos saraus.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2010 com Esperança!


Carla Laidens, nossa confrade idealizadora dos convites, envia cartão de final de ano. Nele a imagem de Magritte conversa com a poesia de Quintana. E que 2010 seja pleno de esperança para todos nós.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Por um Brasil Literário

Recebo o manifesto Por um Brasil Literário, de Bartolomeu Campos de Queirós, que desejo partilhar com os confrades. Que nossas ações em 2010 possam ter como eco as palavras do Bartolomeu.

Hoje, me vi pensando como seria viver em um país de leitores literários. Pode ser apenas um sonho, mas estaríamos em um lugar em que a tolerância seria melhor exercida. Praticar a tolerância é abrigar, com respeito, as divergências, atitude só viável quando estamos em liberdade. Desconfio que, com tolerância, conviver com as diferenças torna-se em encantamento. A escrita literária se configura quando o escritor rompe com o cotidiano da linguagem e deixa vir à tona toda sua diferença – e sem preconceitos. São antigas as questões que nos afligem: é o medo da morte, do abandono, da perda, do desencontro, da solidão, desejo de amar e ser amado. E, nas pausas estabelecidas entre essas nossas faltas, carregamos grande vocação para a felicidade. O texto literário não nasce desacompanhado destes incômodos que suportamos vida afora. Mas temos o desejo de tratá-los com a elegância que a dignidade da consciência nos confere.A leitura literária, a mim me parece, promove em nós um desejo delicado de ver democratizada a razão. Passamos a escutar e compreender que o singular de cada um – homens e mulheres – é que determina sua forma de relação. Todo sujeito guarda bem dentro de si um outro mundo possível. Pela leitura literária esse anseio ganha corpo. É com esse universo secreto que a palavra literária quer travar a sua conversa. O texto literário nos chega sempre vestido de novas vestes para inaugurar este diálogo, e, ainda que sobre truncadas escolhas, também com muitas aberturas para diversas reflexões. E tudo a literatura realiza, de maneira intransferível, e segundo a experiência pessoal de cada leitor. Isto se faz claro quando diante de um texto nos confidenciamos: "ele falou antes de mim", ou "ele adivinhou o que eu queria dizer".Caio, o texto literário não ignora a metáfora. Reconhece sua força e possibilidade de acolher as diferenças. As metáforas tanto velam o que o autor tem a dizer como revelam os leitores diante de si mesmo. Duas faces tem, pois, a palavra literária e são elas que permitem ao leitor uma escolha. No texto literário autor e leitor se somam e uma terceira obra, que jamais será editada, se manifesta. A literatura, por dar a voz ao leitor, concorre para a sua autonomia. Outorga-lhe o direito de escolher o seu próprio destino. Por ser assim, Caio, a leitura literária cria uma relação de delicadeza entre homens e mulheres.Uma sociedade delicada luta pela igualdade dos direitos, repudia as injustiças, despreza os privilégios, rejeita a corrupção, confirma a liberdade como um direito que nascemos com ele. Para tanto, a literatura propõe novos discernimentos, opções mais críticas, alternativas criativas e confia no nosso poder de reinvenção. Pela leitura conferimos que a criatividade é inerente a todos nós. Pela leitura literária nos descobrimos capazes também de sonhar com outras realidades. Daí, compreender, com lucidez, que a metáfora, tão recorrente nos textos literários, é também uma figura política.Quando pensamos, Caio, em um Brasil Literário é por reconhecer o poder da literatura e sua função sensibilizadora e alteradora. Mas é preciso tomar cuidados. Numa sociedade consumista e sedutora, muitos são leitores para consumo externo. Lêem para garantir o poder, fazem da leitura um objeto de sedução. É preciso pensar o Brasil Literário com aquele leitor capaz de abrir-se para que a palavra literária se torne encarnada e que passe primeiro pelo consumo interno para, só depois, tornar-se ação.
Caio, o Brasil Literário pode, em princípio, parecer uma utopia, mas por que não buscar realizá-la?
Com meu abraço, sempre, Bartolomeu

Natal


Esta a mensagem da AEILIJ para um Natal cheio de livros e de bons sentimentos.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Noite do Livro

Dia 14, Noite do Livro, momento de conhecer os vencedores do Açorianos de Literatura. Eu tava concorrendo, Dill, Hermes e Elaine também. Quatro fundadores da Reinações. E, quando subi no palco do teatro Renescença pra receber o Açorianos de melhor livro infantil, com Historinhas bem..., em parceria com Márcia Leite, destaquei o nada de espaço na mídia em relação aos concorrentes de LIJ e isso que este ano havia livros para crianças e adolescentes concorrendo também a melhor capa e a melhor projeto gráfico.

Confrades, muito ainda temos a construir. Vamos seguindo em frente. Abaixo um grupo de confrades que foi prestigiar a Noite do Livro e abraçar os confrades concorrentes. O Hermes e a Valéria estavam lá também!

sábado, 12 de dezembro de 2009

Nós e o Hobbit

Pois dia 08 de dezembro encerramos os encontros de 2009. Ano de algumas novidades, como os saraus (com brilhante participação dos alunos da confrade Maria Inês), o 1º seminário da Reinações, ocorrido na Feira do Livro de Porto Alegre e o despertar da Reinações em Caxias. Este o 32º encontro, são 32 meses ininterruptos de encontros, de troca de ideias, de debruçar-se sobre livros feitos para crianças e adolescentes.
E em nosso recente encontro, coordenado pelo Christian David, nosso olhar voltou-se para a obra de J.R.R.Tolkien, em especial O hobbit. Confesso que, como leitor iniciante no universo do criador de O senhor dos anéis, achei leitura lenta, muito descritiva, mas com momento muito bons, diria até magníficos, como, por exemplo, o encontro do Bolseiro com Gollum. Vejo ali ecos míticos da luta de Édipo contra a Esfinge.
Mas, bem, o coordenador iniciou apresentando alguns aspectos da biografia do autor e da gênese do livro. Disse que a ideia surgiu meio ao acaso, a primeira frase do livro veio à mente do autor, quando ele corrigia provas: Em um buraco no chão vivia um hobbit. O que, convenhamos, é uma frase ótima para um início de livro.
Tolkien, segundo Christian, é considerado o pai da literatura fantástica moderna, estabelecendo uma espécie de cânone quando se pensa hoje este tipo de literatura. O autor organizou um universo com elfos, orcs, trolls, e etc..., chamado de fantástico medieval ou de alta fantasia.
Afinal, como esclareceu a confrade Diana Corso, Tolkien forjou um mundo com seus seres, sua linguagem, sua geografia, sua história. um mundo que se constrói sem qualquer relação mais direta com o real, embora o autor tenha revelado sua intenção de oferecer à Inglaterra um universo de mitos.
Creio que, para quem ainda não leu e se interessa pela literatura de fantasia, uma boa dica de leitura.
E leio que O hobbit está virando filme com possível exibição em 2010.

Segundo a Revista SET, a New Line Cinema, em parceria com a MGM, irá produzir a tão esperada versão cinematográfica de O hobbit.
A versão do cinema talvez seja um pouco diferente do que os fãs leram nos livros. Afinal, Peter Jackson, o homem por traz da direção-executiva do projeto, prometeu dois filmes em sequência para O Hobbit. No entanto, para conseguir isso, é provável que o filme aborde histórias paralelas a aventura de Bilbo Bolseiro.
No elenco do filme, é provável que vejamos alguns dos atores/personagens da trilogia do anel, como Gandalf, Elrond, Aragorn, entre outros. A cadeira do diretor do filme deverá ser ocupada por Guillermo Del Toro, diretor de O Labirinto de Fauno.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Confrades concorrendo ao Açorianos

Temos confrades concorrendo ao Açorianos deste ano. Abaixo segue convite para a noite de premiação (vamos prestigiar!) e lista de confrades indicados ao prêmio.

Categoria - Melhor Livro Infantil

DOIDO PRA VOAR, de Hermes Bernardi Jr., Artes e Ofícios Editora Ltda
HISTÓRIAS BEM... (COLEÇÃO), de Caio Riter e Márcia Leite, Editora Escala Educacional

Categoria - Melhor Livro Juvenil

DE CARONA, COM NITRO, de Luis Dill, Artes e Ofícios Editora Ltda
MEU PAI NÃO MORA MAIS AQUI, de Caio Riter, Editora Biruta
TODOS CONTRA DANTE, de Luis Dill, Editora Companhia das Letras