quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Nova versão de "A História Sem Fim"

A produtora de Leonardo DiCaprio, Appian Way, a The Kennedy/Marshall Co. e a Warner Bros estão negociando uma refilmagem do filme "A História Sem Fim", sucesso infanto-juvenil nos anos 80, revelou o site "The Hollywood Reporter".


Leonardo DiCaprio produzirá refilmagem de "A História Sem Fim". Baseado no livro do escritor alemão Michael Ende, o longa conta como o garoto Bastian Balthazar Bux descobre um mundo paralelo em uma obra intitulada "A História Sem Fim". À medida que o menino avança na narrativa do livro, ele vê que sua vida está entrelaçada com a do livro, que mostra um herói tentando salvar uma terra chamada Fantasia em nome da imperatriz. A refilmagem também será produzida por Dieter Geissler, um dos produtores de "A História Sem Fim" original.
Segundo o "Hollywood Reporter", o novo longa abordará detalhes do livro que não apareceram no filme de 1984. "A História Sem Fim" foi dirigida por Wolfgang Petersen, que depois realizou grandes produções como "Troia" e "Força Aérea Um". O filme arrecadou US$ 20 milhões (cerca de R$ 47 milhões) nas bilheterias, mas fez sucesso em vídeo, tornando-se uma obra cultuada.
Uma sequência foi dirigida por George Miller (o mesmo de "André - Uma Foca Em Minha Casa", de 1994, sobre uma foca de estimação), em 1990, e conseguiu US$ 17 milhões (R$ 40 milhões).
Em 1996, um terceiro filme da saga foi realizado, mas foi lançado diretamente em vídeo nos Estados Unidos. (26/02/2009 - 11h04 Folha Online )

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Atividades muitas!



Aguardem, confrades, pois muitas atividades vêm aí:

Em março, dia 17, o 23º Encontro da Reinações debaterá o livro FOGUINHO, de Jules Renard, com coordenação do escritor Dilan Camargo, lembrando que agora os encontros são nas terças-feiras.



E em abril, mês da comemoração do segundo aniversário da Reinações, o debate será com o livro O JARDIM SECRETO, de Frances Burnett, com coordenação da psicanalista Diana Corso.

Estamos organizando também uma mesa sobre literatura fantástica e um sarau litero-musical com textos infanto-juvenis, abertos a quem quiser entrar.

E na 55ª Feira do livro de Porto Alegre, estaremos realizando o 3º Encontro daReinações na Feira, além de um seminário Lendo os clássicos infanto-juvenis com presença de Ana Maria Machado.
É a Literatura infanto-juvenil no seu lugar de direito! Agendem-se e participem!


sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

No meio de "A História Sem Fim"

Motivado pela indicação de leitura para o 22º Encontro da Reinações, enveredo pelas verdes letras do livro de Michael Ende, A História Sem Fim. Meu olhar é conduzido pelo protagonista Bastian, um garoto meio perdido no mundo, que se revela opressor após a morte de sua mãe, quer pelo aparente distanciamento paterno, quer pela estrutura pouco convidativa da escola, com seus professores autoritários e seus alunos que perseguem aqueles que sonham. Assim, o pequeno, gordo e atrapalhado Bastian se vê mergulhado em Fantasia e na saga de Atreiú para salvar a Imperatriz Criança. Estou naquele estágio de fascinação, de não querer abandono das páginas (pareço o Bastian!) e de ter que escrever algo sobre. Daí este breve comentário (mas longa interrupção da leitura!). Abaixo, um techo que fala do fascínio dos livros sobre quem os ama. Merece destaque aqui.

"A paixão de Bastian Baltasar Bux eram os livros.
Quem nunca passou tardes inteiras diante de um livro, com as orelhas ardendo e o cabelo sobre o rosto, esquecido de tudo o que o rodeia e sem se dar conta de que está com fome ou com frio...
Quem nunca se escondeu embaixo dos cobertores lendo um livro à luz de uma lanterna, depois de o pai ou a mãe ou qualquer outro adulto lhe ter apagado a luz, com o argumento bem-intencionado de que já é hora de ir para a cama, pois no dia seguinte é preciso levantar cedo...
Quem nunca chorou, às escondidas ou na frente de todo o mundo, lágrimas amargas porque uma história chegou ao fim e é preciso dizer adeus aos personagens na companhia das quais se viveram tantas aventuras, que foram amadas e admiradas, pelas quais se temeu ou ansiou, e sem cuja companhia a vida parece vazia e sem sentido...
Quem não conhece tudo isso por experiência própria provavelmente não poderá compreender o que Bastian fez em seguida." (p. 6/7)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Literatura politicamente incorreta...

A confrade Márcia Dreizik envia e-mail recebido do Ilan Brenman, que aponta uma discussão interessante, de certa forma levantada no nosso mais recente encontro (As aventuras de Tom Sawyer). Confiram, está bem interessante a discussão.

No final do ano passado defendi na Usp minha tese de doutorado. O assunto central da tese é: Livros politicamente corretos não ajudam na educação de crianças.Houve um interesse muito grande a respeito do assunto e dei algumas entrevistas a respeito.Queria compartilhar com vocês esse material. Acredito que quanto mais adultos debaterem tal tema, mais crianças serão beneficiadas.

Revista Época on Line: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI18323-15254,00.html

Correio Braziliense : http://www.correiobraziliense.com.br/html/sessao_18/2008/12/24/noticia_interna,id_sessao=18&id_noticia=60180/noticia_interna.shtml

Rede Record: http://www.youtube.com/watch?v=NMH-FkSzjsY


Abraços,
Ilan
http://www.ilan.com.br/

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Palavra de Confrade 2: Beatriz Abuchaim

Beatriz Abuchaim é psicológia e escritora. Participou da Oficina de Criação Literária com o escritor Charles Kiefer e, em 2008, publicou seu primeiro livro individual: Habitantes de corpos estranhos (Editora Projeto), uma coletânea de contos que aborda o universo juvenil, com suas problemáticas, suas neuras, suas dúvidas e certezas. Abaixo, Beatriz, que já participou de vários encontros da Reinações, tendo, inclusive coordenado o debate sobre A fantástica fábrica de chocolate, de Roald Dahl, nos dá sua palavra.

1.Para você, em que aspectos a literatura feita pra crianças e adolescentes reina?

Reina em inúmeros sentidos. Em primeiro lugar, pela possibilidade de formar novos leitores. Em segundo, pela introdução na vida de crianças e jovens de um espaço para reflexão sobre suas existências. Em terceiro, pela satisfação da necessidade que nós adultos temos de nos conectarmos com a criança e o adolescente que um dia fomos, e que ainda, de certo modo, somos. Literatura infanto-juvenil é assunto de gente grande. Grande não porque cresceu, mas porque se permite, de vez em quando, a grandeza de reinventar o mundo, como crianças e adolescentes bem fazem.

2. Qual o encontro da Reinações que mais marcou sua história de leitor? Por quê?

Gostei muito do encontro em que debatemos a obra de Silvia Orthof. Foi divertido e estimulante, porque havíamos lido textos diferentes da autora e cada um falou um pouco de suas impressões. Fiquei motivada a conhecer outros livros dela. Talvez o meu prazer maior em ter conhecido esta autora na Confraria tenha vindo depois, quando dei O sapato que miava para meu sobrinho. Estávamos na casa de minha irmã e daqui a pouco eu encontro a minha mãe às gargalhadas, vocês podem imaginar fazendo o quê.
Aprendi que autores como a Silvia, com seu texto simples, gracioso e ao mesmo tempo profundo, são exemplos de que a Literatura infanto-juvenil de qualidade reina a qualquer tempo, com quaisquer leitores.

3. Com você percebe a literatura para crianças e adolescentes feita no Rio Grande do Sul?

Não sou uma expert no assunto, mas acho que temos muita coisa boa sendo produzida pelos gaúchos. Ainda (e isso é inacreditável neste nosso suposto mundo globalizado) a literatura gaúcha, de modo geral, não fez todo o barulho que mereceria em nível nacional. Espero pertencer a geração de escritores que faça essa virada de mesa.

4. Percebe-se na literatura para adolescentes certa predileção por novelas. O que a levou a optar pelo conto em "Habitantes de corpos estranhos"?

Na verdade, existem poucos livros de contos para adolescentes, não? Optei pelo conto em “Habitantes...” porque desejava contar muitas histórias que levassem a diferentes reflexões.
Independente do gênero (se conto, novela ou romance), gosto de textos que tenham economia narrativa, ou seja, que digam muitas coisas em poucas palavras. Acho que a Literatura é um jogo de luz e sombra, o qual o autor tem de possuir a arte de revelar e, principalmente, de esconder, pois é isso que permite a interatividade do leitor com texto. O leitor só consegue “entrar” na história se damos espaço para ele imaginar em cima dela e, por isso, pode ser um risco muito grande revelar tudo. O fundamental é mostrar, descrever e deixar que o leitor complete o trabalho de interpretação. O conto tem essa estrutura econômica de construir um universo inteiro em três, quatro páginas, porque joga, sobretudo, com o subtexto, o que está implícito à história, o que não se diz escancaradamente, mas se sugere.

5. Deixe aqui uma dica de leitura para os confrades. Não esqueça de fazer um comentariozinho sobre ela.

Indico um livro que me encantou em minha adolescência e que lido depois (de velha) causou-me o mesmo efeito. Acho que não é uma obra de literatura juvenil propriamente dita, não foi escrita para o público jovem, mas possui todos os atrativos para apaixonar jovens e adultos. Chama-se O apanhador no campo de centeio, de J. D. Salinger.
Esta obra conta a história de um adolescente que, expulso de um internato, faz seu caminho de volta para casa. O personagem é muito bem construído, livre de quaisquer estereótipos, e a narrativa se sustenta até o final com a dose certa entre tensão e fluidez.

6. Que Palavra de confrade você gostaria de ler?

Gostaria de ler as palavras da confrade Maria da Graça Artioli.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Comentários do Caio 3: Coração de Tinta

Para quem curte filmes que falam do amor pelos livros, uma bela surpresa, vista meio ao acaso (fui ao cinema paraver Bolt, mas não estava em cartaz), é Coração de Tinta, baseado no livro homônino de Cornélia Funke (imagem ao lado). Na trama, o protagonista Mortimer possui um estranho dom. É capaz de, ao ler um livro em voz alta, trazer ao real ou enviar para a ficção personagens. Desconhecedor de tal poder, o cara vai intergerir de forma contundente em sua vida e na de muita gente de carne e osso e também de gente de palavras. Filme bem-feito, bem construído, que encanta os olhos ao mostrar todo o poder que aqueles que amam livros e boas histórias possuem. Indico. Bom programa para a família toda.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Natal na Confraria: palavras de Sérgio Napp

O Napp nos envia palavras poéticas, boas para pensarmos esta época natalina

uma estrela rasga o céu
não é uma noite igual
não é por certo o momento
de se dizer, não
sopra o vento de leve
e faz a roseira curvar-se
e o cheiro da noite é o cheiro
de noites antigas
eles vêm cantando
anunciando um menino
eles vêm falando
que a fé pode ser um menino
eles vêm pedindo
licença pros seus meninos
eles vêm sorrindo
será que são meninos?
e eu abro as mãos e ofereço
a minha casa modesta
a minha festa pequena
de quem não mais se lembrava
de um tempo de portas abertas
não é por certo o momento
do desacerto e do não
nasce um menino e com ele a esperança
será o momento de acalentá-los?

Grandes votos de Natal e Ano-Novo: que eles sejam quentes, ardentes,maravilhosos, alegres, coloridos, cheios de boas leituras e boas músicas, de planos e projetos; que os parentes não sejam serpentes, que os amigos sejam de fé, que os amores sejam arrebatadores, as paixões, avassaladoras; que os sonhos mais desejados não permaneçam apenas no desejo, mas que se transformem na mais rutilante das realidades.
Que tudo seja muito, muito, muito demais!
Que vocês sejam felizes e, mais do que felizes, brilhantes, elétricos e adoráveis.

Natal na Confraria: palavras de Jacira Fagundes

A confrade Jacira Fagundes nos manda um conto natalino.
O Menino e o bom velhinho

Aquela era a primeira vez que encaravam a proximidade; estavam os dois, assim, frente a frente. Nos anos anteriores, a decoração do shopping abrangera vários espaços temáticos. Mas desta vez o pessoal responsável optara por um espaço único, uma praça surpreendente onde cabia todo o encantamento de uma Noite de Natal.
O primeiro a falar fora o velhinho, num raro momento de descanso entre uma foto e outra. O Menino talvez ainda dormisse, mas aquela voz rouca interrompeu seu despretencioso sono de criança.
- Como você é bonitinho, face rosada, este rostinho cheio. Fica aí todo tempo deitado nesta caminha dura, sem um colchãozinho decente, você não cansa, não lhe doem as costas?
- Estou acostumado e, além do mais, sou pequenino, não tenho cansaço pra carregar. Você, sim, tão velhinho, aí sentado o dia inteiro, sempre posando pra foto. Não queria estar no seu lugar.
- Não queria mesmo? Duvido. Percebeu como o povo todo me rodeia, como as> crianças me adoram, fazem questão de tirar foto comigo. Você está é com ciúme.
- Não é bem ciúme... me botaram aqui no mesmo dia em que armaram esta sua cadeira enorme na minha frente. Eu fiquei imaginando que só poderia ser para alguém muito importante – um trono. Só não sabia que era gente de tanto conhecimento, uma celebridade com tantas visitas para receber e conversar. E ainda rodeado de crianças. Elas só querem saber de você, nem se aproximam para me olhar, eu fico muito triste com esta indiferença de parte das crianças, principalmente.
- Pois deve ser triste mesmo, indiferença corrói a alma da gente. Mas aqui no shopping é tudo uma concorrência danada, pode até ser injusta, mas> competição é competição. O povo compete pelos presentes, as lojas competem pelos clientes, a criançada compete pelos brinquedos. Você nem imagina os pedidos dos pequenos, são de arrebentar qualquer bolso, e principalmente a bolsa, ainda mais com esta crise. E você aí neste ostracismo, deitado nesta mangedourazinha, não faz nada pra resgatar sua importância, que sei, é bem> maior que a minha, meu caro Menino.
- Tenho consciência disso. Mas as crianças não têm culpa. Sou capaz de apostar que nem meu nome elas sabem.
- Será? Mas você sabe quem sou eu.
- Claro que sei. Há meses que nesta terra só se fala em você. Jornais, outdoors, propagandas na TV, na Internet, em toda parte só dá você. Aliás, a gente está aqui conversando e eu nem sei se você é o verdadeiro ou uma das tantas imitações que andam por aí. Tem roupa sua por toda parte, qualquer um faz uma réplica barata, inventa barriga, cola uma barba horrorosa na cara, fica destilando dentro desta roupa incômoda e sai por aí. Olha, sem querer lhe desprestigiar, outro dia escutei que tem até bandido aproveitando a ocasião e se fazendo passar por você. Pelo menos disso eu estou livre.
- Lá isto é verdade. E vocêzinho aí vai ficar nesta plenitude, esperando que o povo se dê conta que é seu aniversário que está pra chegar? Esta gente é muito cara de pau, fica exigindo presente no seu lugar, uns aproveitadores é o que são. E o comércio bate palmas e enche o caixa. Sabe do que mais? Mexa-se. Ponha a boca no trombone, chame os seus amigos anjinhos, eles sabem tocar aqueles clarinetes com perfeição, podem convocar um pessoal pra sua festa onde você é que o aniversariante e o homenageado.
- Vou lhe contar um segredo. Eles mais preferem me ver morto do que vivo.
- Cruz credo! Que pecado, uma coisinha linda igual você.
- Não, não é bem assim. Sabe a sexta-feira da Paixão? É quando o povo enche as igrejas só para olhar meus pés e mãos furados de prego. E a coroa de espinhos na minha cabeça. Aí eles gostam, se sentem condoídos, fazem orações, alguns até choram. É a culpa, porque não me acompanharam desde pequenino como agora.
- É, vá entender. Opa, opa! Vamos ter que encerrar nosso assunto, Amiguinho. Vem vindo um bando de crianças, todas portando máquinas digitais, coisa bem chata. Até mais tarde.
- Antes, posso lhe pedir um favor, unzinho só?
- Você manda, meu Menino.
- Eu queria que, se fosse possível, você levantasse do seu trono e passasse aqui pro meu lado e pedisse que o fotógrafo do shopping batesse uma foto sua e das crianças, comigo junto. Depois que todos se forem você me mostra. Combinado?
- Combinado.
- Ah, você é mesmo o verdadeiro e bom velhinho, Papai Noel. Vai ser meu presente de Natal. Obrigado!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Notícia 5: Próximos encontros

Confrades, segue nosso noticiário:


NOTÍCIA 1:
O confrade Dilan Camargo foi o grande vencedor do Prêmio Açorianos de Literatura Infantil, no dia 15/12, com seu livro de poesias "Brincriar". Parabéns, Dilan!




NOTICIA 2:
no encontro do dia 11, foram definidas novas leituras. São as seguintes:




JANEIRO, DIA 15 - As aventuras de Tom Sawyer, de Mark Twain


FEVEREIRO, DIA 12 - A história sem fim, de Michael Ende


MARÇO, DIA 17 - Foguinho, de Jules Renard

Observamos que, a partir de MARÇO/2009, nossos encontros passarão a ocorrer nas terceiras terças-feiras. Ok? Agendem-se para os encontros.




NOTÍCIA 3:
A confrade Marô Barbieri sugeriu um encontro especial da REINAÇÕES. Ele ocorreri na primeira quinzena de Janeiro, e a idéia é reunirmos em GRAMADO, num sábado, aproveitando para realizar momento de integração e de passeio. Lá debateríamos o livro OS CONTOS DE BEEDLE, O BARDO, de J.K. Rowlins. Seria um dia de encontro e de trocas literárias. Para Marô organizar, precisamos de, no mínimo 10 confrades. Se fecharmos em 10, o valor do transporte ficaria em R$ 40,00. Quem topar, favor enviar e-mail confirmando. Ok?



Ah, e o mas rápido possível.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Trailler de O menino do Pijama Listrado

Pessoal, abaixo e-mail da Márcia Dreizik sobre nossa última leitura. Tem link pro trailler do filme.

Prezados confrades,
estou enviando o trailer (favor clicar ou copiar o link abaixo) do filme realizado a partir do livro O menino do pijama listrado, de John Boyne, editado pela Companhia das Letras.
Sobre o autor: o irlandês John Boyne, nascido 1971, é autor de seis romances e uma coletânea de contos.
Na contracapa, lê-se: «Esta é uma história especial e muito difícil de descrever. Embora fosse normal incluir aqui algumas pistas sobre o livro, mas neste caso acreditamos que isso poderia prejudicar sua leitura, e talvez seja melhor realizá-la sem que você saiba nada sobre a trama". > Na última capa, lê-se: "Um livro maravilhoso" - The Guardian
Abraço, Marcia

http://www.youtube.com/watch?v=N5FU-yDC-uI&eurl=http://mixcelania.blogspot.com/2008/10/o-menino-do-pijama-listrado-john-boyne.html&feature=player_embedded

domingo, 7 de dezembro de 2008

Palavra de Confrade 1: Christian David

A partir deste mês, vamos iniciar novo post que visa apresentar os confrades e saber um pouco sobre o que eles pensam sobre a LIJ. O primeiro convidado a expor suas idéias foi o escritor Christian David. Com dois livros publicados — O Rei e o Camaleão (Fumproarte) e Mão Dupla (Artes e Ofícios), Christian é confrade-fundador da Reinações, tendo participado de todos os encontros ocorridos até o momento.

1. Para você, em que aspectos a literatura feita pra crianças e adolescentes reina?

Reina nos dois sentidos, é a literatura que eu leio habitualmente e com a qual mais me delicio, principalmente a de cunho fantástico, portanto reina nas minhas preferências, mas reina também, no sentido de alardear e fazer notar-se, por ser uma literatura que me faz pensar e refletir sobre as pessoas e as situações acabando por balançar minha "caixa de inquietações".

2.Qual o encontro da Reinações que mais marcou tua história de leitor? Por quê?

Todos me marcaram e contribuiram para a minha caminhada literária de alguma forma, mas o encontro do Peter Pan acabou sendo ainda mais marcante pois foi um texto que me deu grande prazer na leitura e, durante o debate, mexeu naquela minha "caixa" da qual falei anteriormente.

3. Como você percebe a leitura feita para crianças e para adolescentes noBrasil?

Acredito que temos obras e autores de grande qualidade e que ainda precisam ser descobertos pelo grande público. Espero que, aos poucos, as grandes editoras comecem a apresentar e editar esses autores e a acreditar na possibilidade de uma literatura para crianças e adolescentes feita aqui e mostrando a riqueza cultural que é tão obvia em outras artes como a música, por exemplo.

4. A literatura infanto-juvenil contemporânea tem trilhado vários caminhos, tais como: social, intimista, de aventura. Que tipo de texto te atrai como leitor e como escritor? Por quê?

O texto que mais me atrai é o de aventura, principalmente o de aventura com um toque fantástico. Acho que minha origem leitora proveniente dos quadrinhos acabou por gerar uma predileção por esse tipo de literatura. Ultimamente acabei descobrindo a literatura juvenil de cunho intimista e tenho tido agradáveis surpresas tanto escrevendo quanto apreciando esses textos.

5. Deixe aqui uma dica de leitura para os confrades. Não esqueça de fazer um comentariozinho sobre ela.

Deixarei duas. Do confrade Caio Riter, recomendo seu mais recente, Meu pai não mora mais aqui, livro delicioso e impossível de largar antes do fim.
De Meg Cabot, autora do Diário da Princesa, autora da qual eu pensei que nunca leria nada, recomendo toda a série A Mediadora, seis livros que misturam a vida escolar e os anseios de adolescente com histórias de fantasmas e aventuras sobrenaturais. E com o extra de conter um irresistível romance adolescente.
6. Que Palavra de confrade você gostaria de ler? Gostaria de ler as palavras da Beatriz Abuchaim

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Comentários do Caio 2: O menino do Pijama listrado

Não quero fazer crítica literária; não quero escrever sobre o impacto que o livro do John Boyne me causou; não quero falar da sensação de desacomodamento e como creio que isto seja importante na literatura; não quero abordar a arquitetura do livro; não quero falar sobre o quanto forma e tema se aliam para o prazer estético, mas não só; não quero nada. Apenas deixar que estas palavras falem por si só. Afinal, dia 11 se aproxima e, com ele, a possibilidade de trocar idéias no nosso 20º Encontro. Até lá!

Convite Levitan


Convite Sergio Napp 2


quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Convite Luís Dill

A confrade Márcia Dreizik envia convite para lançamento do livro "Todos contra Dante", do confrade-fundador Luís Dill. Momento bom para se falar sobre a literatura feita para adolescentes. Dill tem 19 livros publicados e, com seu "Letras Finais", foi finalista do Jabuti em 2006.


domingo, 16 de novembro de 2008

Mensagem da Beatriz Berman sobre o texto da Maira Knop

A partir de nosso debate sobre o clássico da literatura brasileira, Ou isto ou aquilo, da Cecília Meireles, a confrade Maira Knop produziu um sensível texto sobre a poesia de Cecília. Crítica que foi publicada no DOBRAS DA LEITURA.
Pois a Beatriz Berman, ilustradora do livro, deixou recado bacana sobre o texto da Maira. Segue abaixo:


"Pois é, entrei distraída na internet e me encontrei com este belo e querido comentário sobre meu trabalho com o livro Ou isto ou aquilo. Já que foi tão sacaneado e mal criticado, sendo que fiz com o maior amor e cuidado, se tratando de obra tão importante. Agradeço o comentário carinhoso sobre o meu trabalho. Obrigada, Beatriz Berman"

sábado, 15 de novembro de 2008

Comentários do Caio 1: Carla e Peter

Confrades,
a Carla e o Peter não são personagens saídos de algum dos tantos livros debatidos nos encontros da REINAÇÕES (Aliás, o especial na 54ª Feira do Livro já entrou para a história da Confraria como o mais concorrido, contando, inclusive, com participações especiais de escritores de fora do RS: a Rosana Rios e o Tiago de Mello Andrade), mas são pessoas especiais na REINAÇÕES. A Carla Laidens, apesar de atualmente residente em Londres, tem elaborado nossos convites, cada qual mais lindo que o outro. O Peter O´Sagae, um dos responsáveis pelo site DOBRAS DA LEITURA, tem acolhido a REINAÇÕES,inclusive incentivando que a gente produza textos sobre os livros discutidos. Atualmente, está no ar o do Cláudio Levitan, sobre o Mágico de Oz. A Jacira Fagundes produziu um análise muito legal sobre A Fantástica Fábrica de Chocolate, que logo estará disponível no DOBRAS.
Mas ainda há muitos livros carentes de crítica escrita. Animem-se e escrevam. Depois é só me mandar que eu redireciono para o Peter.
Quem quiser conferir nossos textos, acesse www.dobrasdaleitura.com

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Convite Mão Dupla


Dia 06 de novembro às 17h na área infantil e juvenil da Feira do Livro de Porto Alegre.