
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
sábado, 22 de novembro de 2008
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Convite Luís Dill
terça-feira, 18 de novembro de 2008
domingo, 16 de novembro de 2008
Mensagem da Beatriz Berman sobre o texto da Maira Knop
Pois a Beatriz Berman, ilustradora do livro, deixou recado bacana sobre o texto da Maira. Segue abaixo:
"Pois é, entrei distraída na internet e me encontrei com este belo e querido comentário sobre meu trabalho com o livro Ou isto ou aquilo. Já que foi tão sacaneado e mal criticado, sendo que fiz com o maior amor e cuidado, se tratando de obra tão importante. Agradeço o comentário carinhoso sobre o meu trabalho. Obrigada, Beatriz Berman"
sábado, 15 de novembro de 2008
Comentários do Caio 1: Carla e Peter
a Carla e o Peter não são personagens saídos de algum dos tantos livros debatidos nos encontros da REINAÇÕES (Aliás, o especial na 54ª Feira do Livro já entrou para a história da Confraria como o mais concorrido, contando, inclusive, com participações especiais de escritores de fora do RS: a Rosana Rios e o Tiago de Mello Andrade), mas são pessoas especiais na REINAÇÕES. A Carla Laidens, apesar de atualmente residente em Londres, tem elaborado nossos convites, cada qual mais lindo que o outro. O Peter O´Sagae, um dos responsáveis pelo site DOBRAS DA LEITURA, tem acolhido a REINAÇÕES,inclusive incentivando que a gente produza textos sobre os livros discutidos. Atualmente, está no ar o do Cláudio Levitan, sobre o Mágico de Oz. A Jacira Fagundes produziu um análise muito legal sobre A Fantástica Fábrica de Chocolate, que logo estará disponível no DOBRAS.
Mas ainda há muitos livros carentes de crítica escrita. Animem-se e escrevam. Depois é só me mandar que eu redireciono para o Peter.
Quem quiser conferir nossos textos, acesse www.dobrasdaleitura.com
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
terça-feira, 28 de outubro de 2008
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Partida irreparável

Elias José, poeta, criança grande, partiu sem aviso. Foi entreter aos anjos do céu, pois aos da Terra deixou um mundo de palavras e sorrisos que não têm jeito de sair da memória.
Posso até imaginá-lo, sentado em uma nuvem branquinha, a fazer estrepulias com sonhos de gente que nunca perdeu a alegria de ser criança.
Meu pesar
Hermes Bernardi Jr.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
segunda-feira, 14 de julho de 2008
terça-feira, 1 de julho de 2008
sexta-feira, 20 de junho de 2008
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Lançamento O MENINO DO LIVRO
O Menino do Livro narra a história de uma figurinha de papel que, ao ser recortada de um livro sem capa, velho e rasgado, transforma-se num boneco falante. Amigos pra valer, Rafa e o Menino do Livro brincam e se divertem em casa e na escola como dois meninos quase de verdade, uma vez que o boneco, sendo de papel, precisa ser carregado dentro da mochila de Rafa e necessita de ajuda para se manter de pé. Menino do Livro quer encontrar seu nome verdadeiro e conhecer sua história, e para isso, ele e Rafa decidem viajar em segredo pelos livros de histórias do universo infantil. Descobertos, eles terão ajuda da irmãzinha Laura e da prima Cris para o sucesso no plano. Aventuras extraordinárias, encontros inusitados com personagens de histórias consagradas na literatura infantil, serão vividos pela dupla na busca da identidade do Menino do Livro. A obra discute de forma divertida as questões de lealdade, companheirismo e identidade, jogando intensamente com o imaginário infantil.quinta-feira, 5 de junho de 2008
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Convite Mão Dupla
Segue abaixo parte do release da editora.
Após um infeliz acontecimento, o jovem Tiago tem sua vida transformada.Ao ver-se diante — ou no centro — de tantas transformações, precisa buscar uma forma de entender o que a vida lhe tirou. Precisa encarar o dia-a-dia de um jeito diferente.
Novo olhar sobre o já vivido?
Ao buscar(-se), encontra novos caminhos e uma surpresa boa: há muitas possibilidades de ser, de viver, de se relacionar com os outros e de olhar para si mesmo.Numa narrativa rápida, o autor revela toda a angústia de um adolescente que precisa encarar a vida à bordo de um corpo diferente, corpo no qual falta um pedaço. Esse, o “grilo”: em plena adolescência, fase de inseguranças e dúvidas, Tiago precisa enfrentar, ainda, o medo de não ser aceito e de não conseguir encontrar seu lugar no mundo.
Sobre Diogo & Diana
por Christian David
O livro Diogo e Diana Vol. 1 – Meu vizinho tem um Rotweiller (e jura que ele é manso), de Tabajara Ruas e Nei Duclós, lançado pela Galera Record, parece ter o necessário para proporcionar bons momentos de divertimento e de deleite, uma tantas das funções da literatura feita para crianças e adolescentes. Pode-se perceber isto pelo texto da contracapa que apresenta o livro trecho: “Dois adolescentes com poderes mágicos, bruxas que raptam crianças e muito mistério. Como cenário a bela Florianópolis de natureza exuberante e navios encalhados no fundo do mar”. Tanto o longo título quanto a apresentação do livro prometem diversão e, de fato, é isso que podemos esperar ao lê-lo, principalmente pelos seguintes motivos:
A história é atrativa, os personagens são envolventes e o ambiente parece convidar à aventura. Já na primeira página, os autores instigam a imaginação do leitor sugerindo que os jovens protagonistas viverão uma aventura de proporções épicas. Num clima de mistério, os autores gradativamente apresentam Diogo e Diana — dois adolescentes com habilidades fora do comum — e continuam brincando com nossas expectativas ao introduzirem no texto pequenos fatos, aparentemente corriqueiros, que vão pintando o pano de fundo da história. Diogo e Diana não são adolescentes óbvios. Mesmo que, algumas vezes, seus diálogos e preocupações pareçam inverossímeis, eles são, definitivamente, cativantes.
A narrativa é de aventura, com todas as suas particularidades. Assim, o público leitor é o mesmo que se sente atraído pelas aventuras de Harry Potter, Artemis Fowl e Fronteiras do Universo. Diogo & Diana (Vol.1) com certeza agradará também a muitos dos leitores de Crônicas de Nárnia e O Senhor dos Anéis, ou seja, é texto ideal para aqueles que gostam de histórias de fantasia, mescladas com momentos de tensão e humor. A Manada — o grupo musical formado por algumas das irmãs muito obesas de Diana — é uma idéia interessante que proporciona alguns dos momentos bem-humorados do livro, potencial que, a meu ver, poderia ser melhor explorado, havendo maior espaço para as “grandes” artistas no decorrer da narrativa. Além do humor, há alguns momentos de tensão (e quase terror) no enfrentamento dos jovens e de seus apoiadores contra o time das bruxas. São passagens bem intensas, que prendem a atenção, constituindo um dos pontos altos da história.
Diogo & Diana (Vol.1) é um marco nesse tipo de literatura infanto-juvenil no Brasil, pois, até onde eu consigo me lembrar, somente em autores estrangeiros buscamos este tipo de aventura fantástica, ambientada em cidades meio reais, meio inventadas, que capturam a atenção de um público que começa aos dez e vai até sei lá que idade. E esse é que considero o principal mérito do livro. Diogo e Diana – Vol. 1 se encaixa nesta nova vertente de histórias fantásticas, voltadas ao público adolescente e capitaneada pelos autores do Reino Unido e países adjacentes (além dos já citados ver também Os Seis Signos da Luz e JJ e a Música do Tempo, por exemplo), que tiveram o mérito de descobrir ou relembrar que essa faixa de público tem capacidade de ler qualquer texto interessante, ainda que tenha mais de cem páginas. Parece-me importante e saudável que também aconteça entre os nossos autores o ingresso nesse mercado em formação, mas em plena expansão. Afinal, a literatura infanto-juvenil nasceu sob o signo da aventura, da fantasia, do fantástico.
Outras questões poderiam ainda ser consideradas, tais como a questão da diferença de estilo perceptível em alguns capítulos, a linguagem pouco apropriada dos personagens adolescentes em algumas passagens do texto e a exploração acanhada de algumas cenas com grande potencial.Todavia, estas são questões menores frente ao saldo positivo que o livro traz. Além disso, nenhuma delas chega a apagar o brilho da aventura que Tabajara Ruas e Nei Duclós plantam nos corações de seus leitores.
Como última observação, acredito que, se, nos próximos dois livros (o proposto é uma trilogia), os autores se fixarem mais na aventura em si, reforçando o embate entre o Bem e o Mal apenas esboçado neste primeiro volume, e deixarem que os personagens desenvolvam seus dramas pessoais sem que isso pareça intencional ou arranjado, teremos mesmo outros agradáveis momentos de diversão chegando por aí.
Reproduzo abaixo o comentário que o Nei deixou no meu blog pessoal após ler o texto, que está postado lá no Dobras da Leitura (http://www.dobrasdaleitura.com/).
Christian, te agradeço pela resenha, com boas colocações sobre o livro, com uma visão isenta e para cima, acertando no veio e nos revelando algo que me escapava: o livro, essencialmente de literatura brasileira, se sintoniza com uma linhagem fecunda da literatura inglesa. Obrigado e parabéns. Coloquei um comentário e um link no meu blog http://outubro.blogspot.com
sexta-feira, 16 de maio de 2008
sexta-feira, 2 de maio de 2008
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Pinóquio - Do tosco ao humano, a padronização.
Na apresentação de As aventuras de Pinóquio (Editora Paulinas-1989), tradução de Liliana e Michele Iacocca, Liliana afirma “Pinóquio não é príncipe, não é rei, não é super-herói. É um pedaço de pau que está dentro da gente, dentro de quem quer virar gente.”
Pinóquio está em terceiro lugar no ranking dos livros mais vendidos, como a Bíblia e o Alcorão. A sedução ao texto de Carlo Collodi, de nome original Carlo Lorenzini, ficou gravada na memória de muitos leitores através da característica do personagem central, um boneco de madeira que, ao mentir, seu nariz crescia delatando-o. Mas há mais a investigar nesse texto que se perpetua no imaginário de leitores de todas as idades do que apenas o espaço do certo e do errado no desenvolvimento infantil.
Como bem diz Liliana, Pinóquio é um pedaço de pau que está dentro da gente. Nascemos toscos, sem limites, sem enquadramento no que venha a ser coerente e aceitável como comportamento social. Mais do que um menino meramente egoísta, Pinóquio é uma criança ingênua, começando sua caminhada num mundo repleto de armadilhas a tentá-lo em sua essência primordial, em seu aspecto mais humano, a pureza.
Para que venha a se transformar em menino, como é de seu desejo, Pinóquio precisa se aventurar no mundo e descobrir seus limites, como marionete à disposição do joguete social que os adultos lhe impõem. Quase como que lhe dizendo, o mundo é um lugar cruel, injusto até, sobrevivem os fortes, os que se enquadram, os que se submetem ao polimento de sua madeira em estado bruto.
Pinóquio é um menino indefeso, que, para ser “gente” precisa se adequar ao sistema imposto. Isso fica muito claro na ilustração final, de Nino e Silvio Gregori, da edição a que me refiro. Lá está Gepeto moldando uma rica moldura de folhagens. Pinóquio vê no espelho, numa sobreposição de imagens difusas, sua transformação de boneco a menino. Este, em primeiro plano, em cores, a imagem bem definida de menino. Ele usa roupas de menino bom, com laçarote na gola, cabelos bem alinhados e olhos azuis. O texto final ressalta esse aspecto sugerindo que a madeira foi polida e embaixo dela descoberta sua natureza bela tal qual a perfeição de um ramalhete de flores “...viu a imagem viva e inteligente de um bonito menino de cabelos castanhos, olhos azuis e com ar alegre e festivo como um buquê de rosas...” e mais adiante, num dos últimos parágrafos, quando Gepeto refere-se às mudanças ocorridas na casa, diz ao menino Pinóquio “Porque quando os meninos mal comportados se tornam bons, conseguem dar alegria e felicidade também para a sua família.”
O egocentrismo peculiar à idade sendo vítima de sua própria essência pueril é destacado em Pinóquio. Essência essa que o joga no mundo permitindo-lhe encantar-se por ele, sem temores ou prudência, descobrindo que ser “gente” reside em olhar o outro, em zelar pelo outro, sendo que para isso faz-se necessário controlar seus impulsos naturais a fim de enquadrar-se no mundo dos Homens, com seus códigos obscuros e cerceantes da natureza criativa e aventureira.
Pinóquio, antes de ser uma obra moralista a ensinar a ser um menino bom, é uma metáfora do desenvolvimento infantil a fim de contemplar os padrões de comportamento da época. Quem de nós, crianças ainda, não abandonaria o caminho da escola para assistir ao Grande Teatro de Bonecos? Quem de nós, crianças ainda, resistiria à possibilidade de plantar cinco moedas de ouro e vê-las frutificar em duas mil para ajudar ao seu humilde pai? Nenhum pedaço de pau que quer virar gente resistiria a essas situações se não tivesse dentro de si a “gente” que deseja ser, que, sobrevivente no íntimo, mantém intacta a capacidade de se maravilhar com o mundo lapidando-se no risco da aventura, no erro, nos acertos, nas dúvidas, do que não está nas cartilhas escolares a fim de salvaguardar o bem padronizado da sociedade.
Não se trata de aqui fazer uma apologia à subversão, mas resistir às embalagens impecáveis e sem conteúdo que se negam ao valor da experiência vivida. Talvez, o próprio Carlo Lorenzini, com esta obra escrita na Itália, em 1881, no Giornale per i bambini na forma de folhetim sob o título Storia de un burattino, quisesse dizer à humanidade que por mais erros que alguém venha a cometer, e mesmo o autor tendo abandonado o seminário tal qual seu personagem abandona a escola, todos precisamos de inúmeras chances, basta que estas nos sejam oferecidas com a delicadeza de quem não esqueceu seus tempos de madeira bruta. E, pela urgência dessa postura, Pinóquio continua atual.
Por Hermes Bernardi Jr. (escritor de LIJ, confrade fundador da Confraria Reinações, Coordenador AEILIJ-RS)





















