sexta-feira, 16 de março de 2012

Encontro 59

Há alguns anos, um grupo de sonhadores achou que seria possível reunir gente a fim de debater literatura para crianças e jovens. Aí, surgiu a CONFRARIA REINAÇÕES. Isso em 2007. Agora nos aproximamos do encontro 60: aquele que marcará cinco anos de existência da REINAÇÕES, sem nunca falharmos um mês, quer fizesse sol, chuva, frio ou calor. Pois dia 20, debateremos "A menina que não sabia ler", nosso encontro de número 59. Abaixo, o belo convite bolado pela confrade londrina Carla Laidens.

terça-feira, 13 de março de 2012

Aldabra: ato de amor à criação literária


ALDABRA: A tartaruga que amava Shakespeare

por João Carlos Rodrigues

Os deuses do mar estiveram a preparar o ambiente. Movimentos singulares,
mergulhados em longos tempos, criaram espaços pelo planeta. Depois, muito
depois, uma civilização gerou o gênio em Shakespeare. E depois, o talento da escritora
italiana Silvana Gandolfi quis, por sua vez, homenageá-lo.
Aldabra, Itália e Inglaterra formam um triângulo de amorosidade,
na obra. Na ilha vulcânica do oceano Indico, Aldabra abriga uma tartaruga macho
que recita Shakespeare; Veneza abrigou uma inglesa - casada com italiano - e
que amava a produção literária do poeta conterrâneo.
A inglesa ficou viúva e com uma filha - a quem odiava - e uma
menina neta cúmplice de seu desconforto e de sua alma poética.
A inglesa viúva lutou por envelhecimento sem morte, a filha a
internou por insanidade, a neta fez o que pôde e o que não sabia para
protegê-la, nesse triângulo doméstico. Uma cumplicidade, um processo de passagem, uma maré alta, e transporte em navio levaram a amante de Shakespeare à Aldabra, na vida de
tartaruga e com outro sexo, num pleito à liberdade e num espetáculo de talento e de louvor à criação literária.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Programação Odisseia de Literatura Fantástica

SEXTA-FEIRA, 27 DE ABRIL

19h00 – Simões Lopes Neto e o fantástico em Lendas do Sul

Cesar Augusto Barcellos Guazzelli



SÁBADO, 28 DE ABRIL



10h30min – Abertura

Duda Falcão, Cesar Alcázar e Christopher Kastensmidt



11h00 – Fantastchê! Escritores gaúchos de fantasia

Christian David, Nikelen Witter, Leonel Caldela e Caio Riter



13h00 – A literatura fantástica além dos livros

Max Mallmann, Gerson Lodi-Ribeiro, Estevão Ribeiro e Pedro Zimmermann



14h00 – Painel: O mercado editorial da literatura fantástica no Brasil

Douglas Quinta Reis, Erick Sama, Guilherme Del Svaldi, Cesar Alcázar e Samir Machado



15h00 – Painel: Crítica Literária e o Fantástico:

Carlos André, Taize Odelli, Antônio Xerxenesky, Luiz Ehlers



16h00 – Painel: Brasil Fantástico

Roberto de Sousa Causo, Simone Saueressig, Ana Lúcia Merege e Clinton Davisson

sexta-feira, 2 de março de 2012

De volta à Palavraria

Nosso encontro de número 58, que orbitou em torno do livro Aldabra, a tartaruga que amava Shakespeare, da italiana Silvana Gandolfi, levou-nos de volta à nossa casa de origem: a Palavraria. Quando, há mais de quatro anos, lá em 2007, um grupo de entusiastas (alguns seguem sendo) resolveu criar uma confraria para debater a literatura para crianças e adolescentes, o pessoal da Palavraria foi nosso primeiro parceiro. Agora, voltamos à casa inicial. E oxalá possamos comemorar muitos aniversários sob o acolhimento da Palavraria.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Um canto de amor aos livros

No Facebook, encontrei a sugestão da escritora Anna Cláudia Ramos: um curtametragem que é um canto de amor ao mágico poder que os livros contêm.
Acesse:
http://http://www.youtube.com/watch?v=eHxebCIXavw&feature=player_embedded

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

sábado, 15 de outubro de 2011

Mergulho no Barril, por João Carlos Rodrigues

UM BARRIL DE RISADAS UM VALE DE LÁGRIMAS*, de Jules Feiffer

Um mundo mágico, percorrido em 30 anos, com coordenadas do sábio J. Imago Mago e com dicas da feiticeira Colombina Cristalina, na parte final. Três personagens perpassam a fabulação: a intuição do sábio Mago; as peraltices de Tom; e a luta de Roger pela construção de sua identidade.
Linhas paralelas se trançam entre as pontas do início e do fim da história: um reinado em cada extremidade. No início, o simplório rei Dedilzifidicer, com seu ‘cumequechama’ de 8 km, uma rainha engolida em trajes de banho por uma baleia e um príncipe sem juízo; no final, um rei durão, cuja rainha dá à luz uma princesa estonteantemente linda, que petrifica seus pretendentes. O príncipe protagoniza sua busca, embora não saiba qual é, para no final encontrar a bela princesa e receber dela o Beijo da Vida.

Recursos inusitados do autor vão sendo apresentados desde o começo do trabalho: em interlocução com o leitor - no capítulo 5 em especial - confessa perder o controle sobre o personagem Jack, que mudou de nome, saiu do livro e a ele voltou, além de entrar noutros livros
e deles sair, em razão de seu tédio. A intuição do bruxo traçou linha invisível para Roger, pois o sábio visualizou a gravidade do problema do menino que fazia todo mundo rir e que todo mundo o fazia rir. “Você só tem ossos engraçados. E um príncipe sem algum osso que não seja engraçado não está em condições de ser rei, de ser um pai ... um adulto, sequer. Você não está preparado, talvez nunca fique preparado para assumir os deveres, as obrigações e responsabilidades que o esperam mais adiante.” O sábio resolveu enviá-lo ‘numa busca’ que lhe oferecesse ‘Exxxperiêêêêêêência!’, e para tanto lhe deu um saco de Pó Mágico. Nessa busca, ele deveria passar por cenários errantes e provas cruéis
Assim, Roger sai para a sua busca e, para não provocar riso em quem está a 500 m, usa o pó mágico, que o transforma em margarida, vaca, cobra, cadeira, peixe, pássaro, ... e vai fazendo amigos, entre eles o caçador Tom, que entra e sai da história como quer. A amizade com Tom, todavia, chega ao fim e traz dificuldades. Aliás, muitas dificuldades: para sair da Floresta Para Sempre, Roger o faz de costas e alcança luz intensa, sobre rochedos infindos. Cai e fica preso na parede de um penhasco, quando aparece Lady Sarita, que perdeu seu colar, o qual fica preso em Roger. Pela primeira vez, a fim de devolver o colar, ele negocia e salva sua vida. Com ‘armadilhas
enfileiradas’, Roger pensa em si, negocia, toma decisão, pensa nos outros com força de vontade, passa fome, come pedra, passa vergonha, cria planos, luta durante 30 anos, ama Sarita e ‘sem prestar para nada, fica capaz de tudo’, diz a feiticeira.
O cenário, composto por Floresta Para Sempre, Divisa Perversa, Vale da Vingança, Mar de Gritos e Montanha de Más Intenções, põe Roger num palco giratório e, na figura de uma águia, sente-se disposto a salvar crianças, amigos, para enfim conquistar o Beijo da Vida da princesa Petúlia e o amor de Lady Sarita. Símbolos densos ( pó branco, pedra, carvalho, reinados/poder, colar ...) criam UM BARRIL DE RISADAS do príncipe e UM VALE DE LÁGRIMAS da princesa apaixonada agora por um imenso Gigante. A partir de suas jornadas e buscas, ambos se libertam das maldições: provocar riso e petrificar pessoas.
* texto de João Carlos Alves Rodrigues

54º Encontro da Reinações

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Vencedores do 1º Concurso Literário ASSOMBROS JUVENIS

1º CONCURSO ASSOMBROS JUVENIS

Confraria REINAÇÕES e CRL: Câmara Rio-Grandense do Livro

Apoio: CORAG

TEXTOS VENCEDORES

Lenda urbana, de Aline Cristian Cruz Silva – Cachoeirinha-RS


O espelho, de Cíntia Perin Chesini – Porto Alegre-RS


Mesa para dois (Outra que não eu), de Cláudia de Andrade Aurélio Curcio – Sapucaia do Sul-RS


Vestígios do fantástico, de Cleo de Oliveira – Novo Hamburgo-RS


Os zumbis devoraram nossos pais, de Daniel Gruber – Novo Hamburgo-RS


A viagem, de Dirlene Maria Bueno Marimon – Porto Alegre-RS


O livro (macabro) dos desejos, de Gabriela Zang Braun – Nova Petrópolis-RS


Retrato de família, de Lúcio Flávio Pretto – Porto Alegre-RS


A casa da colina, de Rodrigo Barcellos – Porto Alegre-RS


O casebre, de Sara Maria Binatti dos Anjos – Porto Alegre-RS



O 1º Concurso Assombros Juvenis é uma iniciativa da REINAÇÕES: Confraria da Leitura de textos infanto-juvenis e da CRL: Câmara Rio-Grandese do Livro, com apoio da CORAG, que visa estimular a escrita de textos infanto-juvenis.


O júri foi composto por Dilan Camargo, escritor, Elaine Maritza da Silveira, editora, e Liza Caldeira, professora e contadora de histórias, sob a coordenação de Caio Riter, escritor.

Obs.: A listagem acima foi organizada em ordem alfabética pelo nome do autor.