domingo, 1 de agosto de 2010

Onze confrades em Caxias

No dia 27/07, a Reinações-Caxias comemorou seu 1º aniversário. O momento serviu, além de celebrar nossa parceria na serra, para um grupo de onze confrades ligados à Reinações-Porto Alegre irem a Caxias participar do encontro, trocar ideias e carinho pelos livros. Momento rido de trocas em que, organizado pela confrade Helô Bacichette, ocorreu uma série de depoimentos sobre livros que marcaram a vida de algumas pessoas. Ricos testemunhos de amor aos livros, de vivência de leitura na infância. De Porto Alegre, via van, os onze abaixo aproveitaram o deslocamento para traçar planos, trocar impressões e planejar mais e mais atividades da Reinações: Ala masculina (atrás): João Carlos, Caio, Hermes, Christian e William. Ala feminina (na frente): Maria Inês, Elaine Maritza, Jacira, Zilá, Maria da Graça e Liza.



Palavra de confrade 12 - Zilá Mesquita

Zilá Mesquita começou sua vida docento como alfabetizadora. Atuou como professora de crianças e de adolescentes, como professora e pesquisadora na UFRGS. Publicou enaios acadêmicos no Brasil e no exterior. Com a história O macaquinho que saltou do livro, foi destaque no Prêmio Habitasul/Correio do Povo- Revelação Literária 82. Aposentada, faz mil pequenas coisas.. Dentre elas a escrita a 28 mãos de um romance em 2009: Apolinário e Esmê – Luz e sombra no paralelo 30 - Porto Alegre, Ed. Nova Prova.

1.Em que aspectos, na sua opinião, a literatura infanto-juvenil reina?

Parece-me que antes de reinar, ela acontece na vida da gente, para depois, sim, reinar. O que quero dizer com isso? Ela acontece quando alguém, geralmente na infância, é apresentado a uma boa, a uma ótima história. Geralmente há um apresentador, uma espécie de padrinho ou fada-madrinha que, através da oralidade, neste primeiro momento nos encanta contando algo que faz de nós antes de leitores, ouvintes atentos. Imagino, por exemplo, que “As aventuras do avião vermelho” quando contadas por Érico Veríssimo a seus filhos, tenham influenciado o Luis Fernando e a Clarissa, como me influenciaram as histórias contadas pela minha tia Maria.
Pessoas que foram alfabetizadas tarde, já na adolescência, (e depois se tornaram “amigos das leituras”) como o historiador e professor universitário Tau Golin ou a senadora Marina Silva, parecem ter tido estes “apresentadores” em suas vidas, antes mesmo do contato direto com os livros. Este “padrinho” ou “madrinha” é alguém que nos cativa como contador ao ponto de, mais tarde nos tornarmos enamorados da leitura, porque queremos saber mais histórias enamorantes.
Mas, assim como na vida, nem todos os dias são “Dia dos Namorados”, (leia-se: dos Encantados). Após esta iniciação, quando já travamos contato direto com os livros, é preciso “cultivar a relação”. É quando o encantamento vai se transformando em amor. É quando se proporciona ao leitor, especialmente o iniciante, a oportunidade de se evadir do seu aqui e agora por algum tempo e se transportar com expectativa para o universo de outros – os personagens que, em seu lugar vão viver experiências de medo, alegria, inveja, aflições, coragem, incertezas.
É então que a literatura, além de encantar, é capaz de transformar quem lê num buscador. O que quero dizer é que a boa literatura provoca não apenas aquele desejo de “quero mais”, mas transforma a leitura num hábito, quase um vício que acaba precisando ser praticado muito. E, se o vício de ler se instala assim, estão postas as condições para uma etapa mais árdua – a de leitura de estudo, em que o leitor, se bem formado, interroga o autor, confronta com as suas experiências, enfim interroga a vida enquanto lê. Pena que nem todos passem por esta transformação porque é aí que a literatura passa a reinar mesmo em nossas vidas. (Estou pensando no Tales, citado mais adiante).


2. Dos 38 encontros que a Confraria Reinações promoveu, qual foi mais marcante para você? Por quê?

Primeiro esclareço que participo há um ano apenas, e, no ano passado, por força de compromisso assumido às terças-feiras, deixei de participar de vários, embora tenha lido todos os livros de cujas reuniões não pude participar. Entretanto, dos que não participei das discussões, me marcou muito a leitura de Isto não é um filme americano, do Lourenço Cazarré. Este livro sobre jovens é “uma injeção direta na veia” de vários aspectos da realidade brasileira usualmente apenas presentes de forma lacônica e fria nas páginas policiais. A meu ver o Lourenço trouxe, para a descoberta do leitor, toda a sua experiência de jornalista e o conhecimento de como atuam alguns setores da mídia.
Outro encontro, este em que estive presente, e que me marcou , foi quando discutimos os livros infantis da Clarice Lispector, que me marcou pela surpresa que este encontro me proporcionou. A surpresa de manifestações de desacordo de como a autora conduziu a narrativa ou o tema abordado. Entenda-se: a surpresa não significa uma manifestação de contrariedade de minha parte, mas ela foi como um choque diante do inesperado. E, de repente, de vez em quando a gente leva um sacudão e fica pensando mais nas coisas, nos pontos de vista diferentes, não é mesmo? O clima que envolve nossos encontros é de cordialidade, espontaneidade e respeito pelas formas de expressão alheia. E isto eu valorizo muito!

3. Qual é, na sua opinião, a principal diferença entre escrever para crianças e adolescentes ou para gente adulta?

Penso mais nas concordâncias que nas diferenças. A principal concordância é a tão propalada qualidade. Escrever para crianças e adolescentes requer o mesmo cuidado e atenção que escrever para adultos, com o acréscimo de que o/a escritor/a está se dirigindo a um público que está se formando como leitor e não pode - entende? - Não pode perder este leitor, não pode transportá-lo para a terra do “nunca mais!”
O desafio se torna grande, enorme mesmo, agora em que os jovens e crianças têm outros “padrinhos e madrinhas” não presenciais: a TV, o cinema, o vídeo (que transforma em desenhos animados as histórias que líamos para os pequenos) que presentifica na tela em ação, as aventuras antes lidas somente em livros; a internet, com o twitter, o orkut, o youtube, blogs, que são ou podem ser contadores de histórias muito diferentes daquelas contadas em livros. E é aí, me parece, que residem as diferenças desafiantes.
Além disso, neste panorama de tantas ofertas sensoriais, há uma enorme possibilidade de nos tornarmos seres distraídos, dispersivos, porque nossa atenção é solicitada a todo o momento e em múltiplos aspectos e direções.
A literatura que nos cativa - adultos ou crianças - tem a característica de ser envolvente e não há envolvimento sem concentração, sem se estar “por inteiro” naquele instante presente. Logo, todo o envolvimento requisita concentração numa coisa só, naquele dado instante. É “ser de sua amada por inteiro” parodiando Vinícius de Moraes. E isso a leitura faz com propriedade através deste tipo de literatura.


4. O que é pra você qualidade quando se fala em literatura infanto-juvenil?

Quando eu leio um livro de literatura infantil ou juvenil, o que espero encontrar é sensibilidade e emoção na escrita, mas também respeito por aquele ser que está ensaiando e exercitando análises, comparações e sínteses, processos internos que o habilitem a elaborar um pensamento lógico com clareza. Espero que estas leituras, sem nenhum tom pedagógico ou doutrinário, o ajudem, sejam mais um elemento entre outros, capaz de auxiliar um leitor “de qualquer coisa que lhe caia nas mãos” a se transformar num leitor crítico, seletivo, aquele que consegue transpor a barreira do simples “gostei ou não gostei”, alguém capaz de explicitar o porquê de suas escolhas.
É aí que a literatura reina: quando ajuda alguém a estruturar-se melhor como ser humano. E essa responsabilidade aumenta, quando professores e/ou pais não estão conseguindo ajudar a formar mentes e corações capazes de discernir. Fazer este trabalho de formiguinha que é possibilitar que alguém se evada do analfabetismo funcional ou do bombardeio diário de informações acriticamente recebidas, repetidas e que, por emulação vão espalhando estereótipos, representações sociais tidas como opiniões próprias, é, a meu ver, “A” tarefa aqui ou em qualquer outro lugar do mundo.
A outra tarefa de Atlas é incluir, captar este público infanto-juvenil alheio à escuta e quem dirá à leitura! Exemplo: Outro dia, na Biblioteca Lucília Minssen, encontrei o Tales, 13 anos, brincando sozinho de atirar com brinquedos de plástico que fazia às vezes de armas. Não quis nem se aproximar das estantes, muito menos de qualquer livro. O fato de estar lá, com outros dois colegas que jogavam damas, talvez se devesse a só passar o tempo, após uma aula de um projeto de inclusão social da Casa de Cultura Mário Quintana. Há ou não há muito o que fazer por aí?
Desculpem este ar de discurso. Vou resumir tudo no seguinte: para mim, qualidade em literatura é quando um livro nos faz ficar pensando sobre o que ele nos relatou. Se for com encantamento, melhor ainda!
Melhor ainda mesmo se ao acabarmos sua leitura saímos nos perguntando: E se fosse eu? E se fosse comigo? Como seria? O que eu, no lugar deste personagem faria? Por quê?
Há livros que me levaram a pensar nisso e em outras coisas e por isso não passaram “em brancas nuvens” por mim. Antes de tudo, porém, um bom livro é aquele que concilia emoção e razão.


5 . Existe algum tema tabu ao se pensar a literatura para criança e para adolescente, enfim, algum assunto que não seja adequado?

Não creio que haja propriamente temas tabus, mas sim temas pouco explorados. Quer ver um deles? Somos um país cuja população está envelhecendo. É só dar uma olhada nas mudanças na pirâmide etária brasileira dos últimos anos. Isto tem várias consequências que nem vou citar para não desviar do assunto.
Contudo se a este fato acrescentarmos a forte presença dos “padrinhos e madrinhas” não presenciais antes mencionados – TV, twitter, orkut, youtube, blogs – como e com que frequência se dá hoje o diálogo intergeracional, ou seja entre mais velhos e mais jovens? Esta uma pergunta que tenho me feito e este é um tema, talvez, a prospectar.


6 . Que dica de leitura você daria aos confrades da Reinações? Por quê?

Puxa, que pergunta difícil! Vou fazer um esforço e citar só dois. Pode? Não são “literatura juvenil” entendida como escrita para jovens, mas sobre jovens, envolvendo jovens.
Um deles é O clube do Filme, editora Intrínseca, do canadense David Gilmour, que trata de como um pai, com extrema sensibilidade e carinho relata a sua experiência e o seu desafio, numa fase complicada de sua vida, tendo ainda que lidar com um filho de 15 anos, “colecionador de reprovações em todas as disciplinas”. Sobre este livro, eu escrevi para mim mesma: lido com muito prazer em 2009!
Raramente encontro tempo para reler um livro, mas o segundo a citar, foi lido duas vezes em diferentes momentos. Foi um livro publicado há mais tempo que virou filme e, o que raramente acontece, com extrema fidelidade. Chama-se: Harold e Maude - Ensina-me a viver, de Colin Higgins, editora Record. Justamente trata com alegria e humor de conflito e diferenças entre gerações e modos diversos de encarar a vida.

7 . Que palavra de Confrade você gostaria de conhecer mais?

Difícil é fazer escolhas. Eu já demonstrei isso, não foi? Priorizar uns e deixar outros de lado. Na verdade eu gostaria de conhecer a palavra de mais de um, mas, como a necessidade obriga, vou fazer só uma opção: Simone Saueressig.

Palavras da Graciela Quijano

Prezados confrades,
agradeço os convites que recebo regularmente para participar de Reinações, a minha ausência deve-se ao foto de estar morando, desde o ano passado, em Foz de Iguaçu trabalhando como professora convidada da UNILA, uma universidade federal com uma proposta inovadora, que iniciará suas aulas no més que vem. Parabéns pela iniciativa, pela sua abrangência, sensibilidade para a escolha dos temas, pelo bom gosto na elaboração dos convites, em fim, por tudo que faz que esta atividade se mantenha viva e propiciando uma formação indispensável aos professores e interessado nos temas de literatura-infantil e juvenil. meu abraço,

Graciela Quijano
UNILA - Universidade Federal da Integração Latino-Americana
TEL: +55 (45) 3576-7307
"Casa da Leitura" Asse. Filhos de SepéCEL: (51) 8404-0338

sábado, 31 de julho de 2010

Mensagem de Helô

Abaixo, mensagem da confrade caxiense Helô Bacichette sobre a participação de 11 confrades da Reinações-Porto alegre na comemoração de um ano da Reinações-Caxias:

Queridos confrades,A presença de vocês na Confraria Reinações foi muito, muito importante para todos nós. Super emoção! Muitos convidados expressaram sua admiração pelo clima da Confraria; outros comentaram sobre o quanto representou a vinda de vocês para nossa cidade. E foi geral o "Bah, que dez! Em nome de todos os confrades de Caxias, envio abraços. Nosso agradecimento e o desejo de que essa parceria continue se renovando a cada ano com e pelas palavras, gestos e arte.Obrigada (repetidas vezes) pela generosidade dessa partilha literária. Beijos e até,

Helô

domingo, 25 de julho de 2010

Reinações-Caxias faz um ano!

Na próxima terça, a Reinações-Caxias tem atividade especial para comemorar seu um ano de atividades ininterruptas. A Literatura infanto-juvenil subiu a será e anda aprontando a mil por lá. Da Reinações-Porto Alegre, irão 10 confrades confraternizar com o pessoal de Caxias. Abaixo, o convite:

sábado, 24 de julho de 2010

Convite do Carlos

Pessoal,
o Carlos Pessoa de Brum, nosso amigo confrade, está de livro novo. O lançamento ocorrerá no dia 31 de julho. Convite abaixo.



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quarta-feira, 21 de julho de 2010

Sobre amigos e livros

A confrade Magda Brito nos presenteia, nesse dia do amigo, o poema de Mateo Alemán que fala de amigos e de livros. Que os livros sempre nos aproximem de mais livros e de tantos e verdadeiros amigos.

AMIGOS

Devem-se buscar os amigos como os bons livros,
Pois a felicidade não está em que sejam muitos,
Nem diferentes, antes em que sejam poucos,
Bons e bem conhecidos.

Mateo Alemán (1547-1614)

domingo, 11 de julho de 2010

A Reinações vai ao cinema

Pessoal,
a ideia é a seguinte: Sábado, dia 17, a gente vai ao Guion na sessão das 16h30min. Depois, fica por lá mesmo tomando um café e papeando sobre o filme. Lembrem que o livro já foi tema de uma debate nosso. Quem topar, apareça.

GUION CENTER 3O PEQUENO NICOLAU91 MIN/ LIVRE CÓPIA LEGENDADA E ÚNICA CÓPIA EM 35mm 14h45 – 16h30 – 18h15 – 20h

Indicado ao Prêmio César como Melhor Roteiro Adaptado (2010) - Criado em 1959 pelo ilustrador Jean-Jacques Sempé e pelo escritor René Goscinny (1926-1977/ASTERIX), ambos franceses, o personagem Pequeno Nicolau rapidamente se tornou o protagonista de uma das principais séries infanto-juvenis da França.O PEQUENO NICOLAU, de Laurent Tirard tem roteiro de Goscinny e Alain Chabat (excelente ator de comédias como as já vistas no Guion - A NOIVA PERFEITA (2006), DIDIER (1997) e RRRRRRR!!!NA IDADE DA PEDRA (2004)). Segundo o diretor Tirard, ele recebeu da filha de Goscinny, Anne, os direitos para filmar com o compromisso de fazer uma obra-prima. Com esta responsabilidade, o cineasta se esmerou agradando a crítica e o público: O PEQUENO NICOLAU foi o quarto filme mais visto na França em 2009, perdendo apenas para os blockbusters americanos “Avatar”, “Era do Gelo 3” e “Harry Potter e o enigma do príncipe”. O filme é uma introdução ao universo do Pequeno Nicolau. Os amigos, os pais, os professores, todos são apresentados com uma montagem ágil. O humor e a imaginação característicos do personagem também são mantidos, numa trama que retrata seu medo de ganhar uma irmãzinha e ser deixado de lado pelos pais. O menino é interpretado por Maxime Godart, e seus pais, por Valérie Lemercier e Kad Merad.

Sinopse:O garoto Nicolas leva uma vida tranquila. É muito amado por seus pais, tem uma turma de amigos com quem se diverte bastante. Para ele, nada precisa mudar. Mas um dia, Nicolas surpreende uma conversa entre seus pais que o faz achar que a mãe está grávida. O menino entra em pânico e já imagina o pior: tão logo nasça um irmão, seus pais deixarão de lhe dar atenção e vão abandoná-lo na floresta como as histórias do Pequeno Poucet, de Perrault.

Levitan e os Tripulantes


O confrade Cláudio Levitan, no dia 20 de julho, estará apresentando, conforme convite ao lado, espetáculo musical. Vamos prestigiar!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Convite Confraria Carioca

Tudo começou numa noite fria em Porto Alegre, era maio do ano de 2007, dezesseis pessoas reunidas em uma livraria para comentar e discutir a leitura de textos infantis e juvenis...
Poderia ter sido um só e único encontro, mas foi apenas o começo de uma história de sucesso que já completou três anos e segue agora espalhando sementes pelo Brasil.
A Confraria Reinações reúne, mensalmente, escritores e leitores de literatura infantil e juvenil, interessados em debater a produção literária voltada às crianças e aos adolescentes, seu espaço e importância na formação de público leitor e seu caráter de Arte.
Para tanto, a cada mês, é escolhido um livro infanto-juvenil ou a obra literária de um escritor para ser comentado no encontro.
Para saber muito mais sobre a história da Confraria Reinações visite o blog: http://confrariareinacoes.blogspot.com/

Reinando no Rio de Janeiro

No dia 11/06/2010, durante o Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens, foi inaugurada a Confraria Reinações CARIOCA.
O encontro inaugural contou com a presença de alguns dos "confrades fundadores" gaúchos e com um número expressivo de pessoas.
No encontro fizemos um bate papo sobre o clássico "Peter Pan" e definimos diretrizes para a Confraria Reinações Carioca.
Finalmente, no mês de julho, teremos o nosso segundo encontro no dia 20/07, às 19h, na Biblioteca Popular Municipal Machado de Assis, em Botafogo (Rua Farani, 53).
E para abrir as discussões o tema escolhido foi a obra infantil do escritor moçambicano Mia Couto com seus três livros: O gato e o escuro, O beijo da palavrinha e Mar-me-quer (este último não possui edição no Brasil, mas alguns confrades o têm, assim pensamos em incluí-lo).
Convidamos assim, os futuros confrades, à leitura dos textos de Mia Couto e a participação.
A Confraria está aberta a todos interessados!

Segue abaixo e em anexo o convite, por favor ajudem a divulgar.

Obrigada
Sds
Marilia Pirillo

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Notícias da REINAÇÕES

Pessoal,
houve pequena mudança em relação ao debate de julho. Ele ocorrerá no dia 20/07, terça, e o tema será a obra infantil do escritor moçambicano Mia Couto. Pensamos em centrar a discussão em 3 textos: O gato e o escuro, O beijo da palavrinha e Mar-me-quer (este não possui edição no Brasil, mas alguns confrades o têm, assim...).
A Letras e Cia possui os títulos nacionais e pode adquirir sob encomenda. Assim, se alguém quiser, entre em contato com a livraria que eles providenciam. Ok?

Dia 27/07, estaremos visitando Caxias para a celebração de um ano de atividade da Reinações-Caxias. No último encontro, sete confrades demonstraram interesse em ir até Caxias, para comemorar junto ao grupo serrano. São Caio Riter, Elaine Maritza, Christian David, Jacira Fagundes, Zilá Mesquita, Miriam Obino e Maria Inês Borne. Peço que me confirmem interesse e se mais alguém estiver a fim, entre em contato.
Abraços literários,

sábado, 19 de junho de 2010

Dilan: um confrade na Zero Hora

19 de junho de 2010 N° 1637

LITERATURA
O livro das descobertas

Um dos mais reconhecidos autores de livros infanto-juvenis do Rio Grande do Sul, Dilan Camargo lança hoje o volume Poeplano. A obra reúne 40 poemas voltados para as crianças, com temas que falam das dúvidas, das escolhas e de todo o universo dos pequenos.
Editado pela Projeto, Poeplano será festejado durante o dia na sede da escola de mesmo nome, localizada na Avenida José Bonifácio, 581, em Porto Alegre. A partir das 8h30min, haverá uma programação especial destinada a professores, pais e adolescentes, que visa a discutir o conteúdo do livro e a escrita para crianças de maneira geral (as inscrições foram realizadas com antecedência).
Em Poeplano, Dilan discute o início da fase de tomada de decisões, assim como novas situações que se apresentam para os pequenos. Como em O Sim e o Não, sobre a ideia de que a vida é feita de escolhas: “A descoberta do primeiro sim/ inaugura a vida e suas muitas fases.// A coragem do primeiro não/ afugenta a morte e os seus disfarces.// O sim e o não/ que se diz a cada instante/ num abrir e fechar de olhos/ são o diário de nossa biografia.// Entre sins e nãos/ folha a folha/ uma vida de escolhas.”
A internet, onipresente na vida das novas gerações, também aparece nos poemas. Sempre de um jeito delicado, que passa longe da frieza sugerida pelas relações nascidas com a rede, como em MSN: “Ternura diz:/ não consigo viver sem sentir.// Lucidez diz:/ não consigo viver sem pensar.// Ternura diz:/ sente, menina, sente./ Segue o teu coração.// Lucidez diz:/ pensa, menina, pensa./ Segue a tua razão.// Ternura diz:/ sem sentir, não vale a pena viver.// Lucidez diz:/ sem pensar, pode ser mais caro viver. (...)”
Poeplano terá nova sessão de autógrafos nesta terça-feira, dia 22, às 19h30min, na Livraria Cultura do Bourbon Shopping Country. O livro tem projeto gráfico e ilustrações de Ana Claudia Gruszynski.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Convite Dilan Camargo

No mesmo dia do próximo encontro da confraria (É tarde para saber, 22/06) o confrade DILAN CAMARGO estará lançando novo livro POEPLANO. A ideia é, após a confraria, darmos uma passada na Cultura pra abraçá-lo. Quem puder se unir à caravana será bem-vindo.

Reinando no Rio de Janeiro

No dia 11/06, no SALÃO DA FNLIJ, foi inaugurada, com a presença dos confrades CHRISTIAN DAVID, DILAN CAMARGO, MAGDA BRITO, CAIO RITER, CLÁUDIA BECHLER E HERMES BERNARDI a REINAÇÕES-CARIOCA. O encontro inaugural contou com um número expressivo de pessoas e deu assunto para muita conversa. Oxalá eles façam uma história vitoriosa como nós estamos fazendo.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Laura Castilhos com livro novo

Queridos amigos da Confraria Reinações

Gostaria muito que fossem ao lançamento de meu livro!
Nesta quinta, dia 10, às 19h30, estarei lançando na Fundação Iberê Camargo, o livro Tríptico para Iberê, editado pela COSACNAIFY, de minha autoria junto aos autores Daniela Vicentini e Paulo Ribeiro.

IMPORTANTE: Os incritos no evento receberão um exemplar do livro.

Inscrições pelo e-mal: cultural@iberecamargo.org.br

Segue abaixo programação completa.
Aguardo vocês,
Laura

sexta-feira, 28 de maio de 2010

NOTÍCIAS DA REINAÇÕES

Pessoal,seguem algumas notícias:
1. Nosso encontro de JUNHO, mudou de data. Será no dia 22, em virtude de jogo da Copa. A Letras fechará mais cedo. Assim, ficamos então na terça, dia 22/06, mesmo horário. Livro pra debate: É TARDE PARA SABER, de Josué Guimarães, com coordenação da JACIRA FAGUNDES.

2. No dia 11/06, às 14h, será inaugurada no RJ a REINAÇÕES-CARIOCA, uma "filial" nossa. O primeiro encontro ocorrerá no Salão do Livro IJ, eu e Hermes estaremos por lá. se mais algum confrade estiver pelo salão nesse dia, seja bem-vindo à reunião inaugural. O pessoal resolveu optar pela discussão de PETER PAN, em virtude de acharem pouco tempo para convocar para a leitura. Será uma reunião mais para apresentarmos nossa proposta de Confraria.

3. Dia 22/06, o confrade DILAN CAMARGO, na Livraria Cultura, às 19h30min, estará lançando seu novo livro. POEPLANO. Vamos agendar e prestigiar nosso colega poeta.

4. Para o encontro de JULHO, foram selecionados dois livros do MIA COUTO. Dois textos infantis: O GATO NO ESCURO e MAR ME QUER

terça-feira, 25 de maio de 2010

Entrevista

Para quem curte uma boa reflexão sobre o politicamente correto na Literatura, segue abaixo link enviado pela confrade Diana Corso, cujo título é O saci deve deixar de fumar?
Na sua coluna, Eliane Brum entrevista Mário Corso, sobre o que afinal a sanha das boas intenções está provocando no imaginário infantil. Vale muito a pena ler!

link:http://tinyurl.com/36d4gbj

Reinações no Rio de Janeiro

A REINAÇÕES segue expandindo suas discussões. O local agora é o Rio de Janeiro. No dia 11/06
estará sendo inaugurada Reinações - Carioca.
A reunião inaugural será das 14 às 16hs, no auditório do Centro de Ação da Cidadania, durante o XII Salão FNLIJ de Livros para Crianças e Jovens, e contará com a coordenação de Caio Riter.
O livro que iremos discutir será PETER PAN e, para aqueles que quiserem participar, recomendamos a leitura antecipada da tradução feita pela nossa associada Ana Maria Machado.
As reuniões seguintes da Confraria Reinações Carioca serão divulgadas em breve.
Como será a inauguração, o grupo carioca optou pela discussão de um clássico que já foi debatido na Reinações-Porto Alegre e que já foi tema de dois seminários desenvolvidos pelos confrades, em 2009 e 2010.

Após o encontro inicial, as discussões em Porto Alegre, em Caxias e no Rio serão sempre com os mesmos livros, prática que assegura a unidade entre as três células.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Conversas Literárias recheadas de confrades

O confrade e escritor Rodrigo Barcellos deu a seguinte dica de evento:

"O nome do evento é "Conversas Literárias", e será dia 27/05, às 17:30hs, na livraria Nobel do Shopping Total. Este encontro terá a presença do escritor Luis Dill. No evento de Junho, o escritor convidado será o Caio Riter; em Julho a escritora, poetisa e arquiteta Marilice Costi; em Agosto será o escritor Hermes Bernardi. Os encontros serão sempre na última quinta de cada mês com entrada franca."

terça-feira, 11 de maio de 2010

Menino do Livro

Nossa confrade Jacira Fagundes, nos envia uma notícia muito legal:
A 11ª Coordenadoria de Educação do RS e a Câmara de Vereadores da cidade de Osório, selecionou projetos que premiaram alunos da rede estadual em 2009/2010 e o menino Lucas Alves Cardoso, de Sto Antonio da Patrulha, recebeu homenagem em sessão solene da Câmara por seu desempenho no projeto I Concurso Menino do Livro, criado por Jacira, em que os concorrentes deveriam criar ilustrações para seu livro inédito.

Maiores informações podem ser encontradas em:

www.jacirafagundes.com
http://historiasquepintam.blogspot.com

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Palavra de Confrade 11 - Miriam Obino

Miriam Obino é escultora e artista plástica. Participou de diversas coletiva e de vários salões de arte. Realizou individuais em Madrid, Espanha. Neste Palavra de Confrade, entre outras ideias, Miriam partilha conosco a estreita relação que percebe entre imagem e palavra.

1.Em que aspectos, na sua opinião, a literatura infanto-juvenil reina?
O gesto de ouvir, escutar, narrar, criar e finalmente escrever é o processo da reinação da literatura que tem início no momento em que a criança escuta pequenas histórias cantadas, faladas, sussurradas por quem as embala.

2. Dos 35 encontros que a Confraria Reinações promoveu, qual foi mais marcante para você? Por quê?
Não existiu um encontro especial. Todos os encontros são especiais. As reuniões se transformam em momentos mágicos. Fazemos comentários livres, abertos, provocativos e sempre saímos com um conhecimento ou uma experiência a mais. Os livros se transformam em algo vivo.

3. A confrade Diana Corso disse, no Palavra de Confrade 10, que você enxerga quadros no que lê. Em que medida o olhar da artista plástica auxilia a leitora Miriam?
Estou sempre rabiscando. Desde pequena tenho o hábito de transferir para o papel tudo o que me encanta e emociona. E vejo quadros sim, quadros já executados por algum artista. Em outras ocasiões são minhas criações que enxergo, vejo palavras formando outras palavras que criam outras imagens. Sou apaixonada por imagens, volumes. Quando leio, as palavras viram lugares, sons, movimento. O meu olhar, ao perceber manchas claras e escuras nas páginas dos livros, transformam estas manchas em figuras. Não creio que isto seja um olhar de artista, é só uma particularidade minha. Mas agora adquiri uma nova maneira de olhar um livro. Concentro-me na grafia, no seu significado, na sua cadência. É um novo brincar.

4 - Fale sobre um livro feito para crianças e/ou adultos em que a construção de imagens com palavras é "explosão de significados"?
A última edição do livro Alice no Pais das Maravilhas, de Lewis Caroll, tradução de Nicolau Sevcenko e ilustração de Luiz Zerbini. Na página 39, está a fala de uma rato em desesperança. A escrita está em forma de rato com seu longo e fino rabo. As palavras causam uma explosão para mim, mas isto depende de quem as lê.

5 - Quando você lê um texto produzido para criança ou para adolescente o que você quer encontrar?
Esta é uma pergunta muito ampla. As crianças até aproximadamente sete anos vivem num mundo onde tudo parece ser possível: um elefante vermelho voa ou uma minhoca fala, isso não lhes causa espanto, apenas atiça mais sua imaginação. Penso que o que queremos quando crescemos é criar com a mesma liberdade descompromissada das crianças.

6 - Que dica de leitura você daria aos confrades da Reinações?
Os livros infanto-juvenis de Mia Couto. Eles são escritos no meio de um vendaval de palavras que se entrelaçam, desprendem-se de suas raízes, mudam de lugar e de sentido, viram personagem, alegria, dor e amor. Viram vida.
Nota da Reinações: Entre os títulos de Mia Couto, pode-se citar O gato e o escuro ( Cia das Letrinhas), O beijo da palavrinha (Língua Geral) A chuva pasmada (Caminho) e Mar me quer (Nadjira).

7 – Que palavra de Confrade você gostaria de conhecer mais?
A palavra de Zilá Mesquita.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

3º Sarau da Reinações

Quem quiser ver como foi o 3º Sarau da Reinações pode dar uma clicada aqui e curtir com os confrades.